247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso disse que não vê nenhum indício de conflito moral ou ético na indicação do advogado Cristiano Zanin – que fez a defesa do presidente na Lava Jato – por Lula para assumir a vaga deixada pelo ministro Ricardo Lewandowski – após a sua aposentadoria compulsória – à Corte.
“Não vejo nenhum conflito ético, nem moral, nem violação da impessoalidade. É um advogado que desempenhou o trabalho quando tudo parecia perdido, quando tudo estava ladeira acima. Ele tem virtudes profissionais. Eu acho que não haveria nenhuma implicação ética”, disse Barroso em entrevista ao Uol.
O ministro disse, inclusive, que acha natural a indicação de alguém próximo ao presidente Lula, desde que tenha requisitos técnicos para assumir a função.
“Não é despropositado a escolha de alguém que você tenha algum tipo de relação pessoal de retenção, desde que essa pessoa preencha requisitos mínimos de qualificação técnica e idoneidade”, finalizou o ministro.
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