Comando privado da Eletrobras insiste em controlar fundo bilionário dos funcionários

Conselho da Real Grandeza busca implementar reforma que centraliza gestão em aliados da empresa

Eletrobrás
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247 – O comando privado da Eletrobras segue na ofensiva para garantir o controle do fundo de pensão Real Grandeza, que administra um patrimônio avaliado em R$ 20 bilhões, informa a Coluna do Mazzini, da revista Isto É. O presidente do Conselho de Administração do Real Grandeza, Rodrigo Figueiredo Sória, junto aos conselheiros indicados pela Eletrobras, solicitaram e obtiveram autorização da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) para permanecerem em seus cargos até o final de novembro.

De acordo com a reportagem, o objetivo de Sória e dos conselheiros aliados é estender sua permanência no comando do fundo o suficiente para implementar uma reforma estrutural que, na prática, transfere o controle majoritário do fundo para o comando privado da Eletrobras. A proposta envolve a renúncia de oito dos 10 integrantes do atual Comitê de Investimentos, reduzindo o número de membros para apenas seis. 

Nesse novo formato, Sória e Ricardo Carneiro, defensor da reforma, seriam mantidos, juntamente com outros quatro gestores oriundos do mercado financeiro. O detalhe controverso está na composição desse novo colegiado: aos servidores da Eletrobras, Eletronuclear e Furnas, seria permitido indicar apenas um dos quatro novos membros. Com isso, os indicados ligados ao comando privado da Eletrobras estariam em maioria, consolidando o controle sobre as decisões estratégicas do fundo.

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Cortes 247

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