Sabesp admite lançar esgoto sem tratamento no Rio Tietê para esvaziar tubulação rompida na Marginal, diz site

Um engenheiro, que trabalhou por 30 anos na Sabesp, denunciou crime ambiental. A companhia se pronunciou

Tarcísio de Freitas e Sabesp
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247 – A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) está despejando esgoto sem tratamento diretamente no Rio Tietê, na Zona Norte de São Paulo. A polêmica ideia é uma forma de esvaziar a tubulação rompida na Marginal Tietê. O despejo acontece entre as pistas local e central da Marginal, no sentido Castelo Branco, em frente à Avenida Engenheiro Caetano Álvares.

De acordo com o Portal G1, a Companhia admitiu jogar o esgoto no rio. O engenheiro Amauri Pollachi, que trabalhou por 30 anos na Sabesp, quantificou o volume despejado – cerca de 216 milhões de litros por dia, ou 86 piscinas olímpicas (50 metros).

“A cratera surgiu a partir do colapso de uma tubulação de grande porte, que é um interceptor, ele recebe todos os esgotos da região Norte de São Paulo. É esgoto puro, retirado da tubulação que rompeu. Uma quantidade enorme. Dá para ver uma mancha entrando no rio. Isso pode ser caracterizado como crime ambiental”.

O engenheiro esclareceu que o despejo direto foi a solução encontrada para evitar o transbordamento. Mas havia alternativas técnicas menos prejudiciais ao meio ambiente, disse ele. “Seria viável que a Sabesp fizesse uma tubulação em paralelo para eliminar essa que está colapsada e instalar uma nova tubulação”.

A Companhia confirmou que está direcionando o esgoto para outras estruturas como forma de esvaziar a tubulação danificada. “A Sabesp esclarece que, para realizar o diagnóstico e reparo da rede subterrânea na Marginal Tietê, profissionais precisarão entrar na tubulação”, afirmou em nota.

“Para que isso seja feito com total segurança, foi preciso direcionar o fluxo de esgoto para outras estruturas, a fim de esvaziar a tubulação naquele trecho. Essa é a única alternativa técnica viável para a execução das obras no local”, acrescentou.

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