247 – Um novo episódio de violência envolvendo estudantes brasileiros voltou a chamar atenção em Portugal. Um adolescente de 13 anos foi agredido dentro de uma escola em Santarém, no mesmo colégio onde outra aluna brasileira havia sido atacada em 2024, informa o jornal O Globo. O jovem levou um golpe, perdeu a consciência e, segundo o relato da família, não recebeu o atendimento adequado por parte da instituição de ensino. A denúncia foi revelada pela emissora Record Europa.
Os envolvidos pediram anonimato. A mãe do adolescente afirma que a escola não acionou socorro médico imediatamente nem comunicou os pais sobre a agressão, apesar de o aluno ter desmaiado após o ataque.
Segundo o relato materno, o menino conseguiu procurar a mãe após a violência, que trabalha na própria escola. Ao descrever o que havia ocorrido, o adolescente disse: “Mãe, os meninos me bateram, levei um murro e desmaiei”. A família levou o jovem a um hospital, onde uma médica teria apontado negligência da escola diante da gravidade do ocorrido.
A mãe afirma ainda que a agressão não foi um episódio isolado. O adolescente vinha sofrendo perseguições constantes e, mesmo após a suspensão dos supostos agressores, as ameaças teriam continuado por telefone. Um processo judicial já estaria em andamento contra um dos envolvidos no ataque.
O caso reacendeu a lembrança de outra ocorrência grave no mesmo colégio. A brasileira Lucélia Oliveira afirmou que a escola de Santarém é a mesma onde sua filha, Jennifer Lima, foi agredida em 2024, episódio que provocou ampla repercussão no país. Em entrevista anterior, Lucélia relatou frustração com o desfecho das apurações. “Um pedido de desculpas, apenas. (Agressores) se sentem protegidos por serem portugueses. Quando somos nós, brasileiros, querem investigar. Ela (Jennifer) está sob acompanhamento psicológico até hoje por tudo que aconteceu”, afirmou Lucélia, ao comentar as consequências da investigação.
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