247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta sexta-feira (27) uma “aquisição amigável” de Cuba. A declaração foi dada a repórteres e divulgada pela Agência France Presse. “Eles não têm dinheiro, não têm nada agora. Mas estão conversando conosco e talvez façamos uma aquisição amigável de Cuba”, afirmou Trump.
A fala ocorre um dia depois de o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarar que a ilha caribenha irá reagir a qualquer ataque. O posicionamento foi feito após um incidente na costa do país envolvendo uma lancha registrada no estado americano da Flórida, que terminou com quatro mortos e seis feridos na quarta-feira (25).
Em publicação na rede social X, Díaz-Canel escreveu: “Cuba se defenderá com determinação e firmeza diante de qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional”.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também se manifestou na mesma plataforma. “Cuba teve de enfrentar inúmeras infiltrações terroristas e agressivas procedentes dos Estados Unidos desde 1959, com um alto custo em vidas, feridos e danos materiais.”
O episódio pode agravar ainda mais a relação entre Havana e Washington, que já vinha se deteriorando desde que os Estados Unidos capturaram o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro. Após a captura, Caracas interrompeu a entrega de petróleo a Cuba, o que levou o país a enfrentar uma grave escassez de combustíveis.
Nos Estados Unidos, o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, informou ter determinado a abertura de uma investigação em conjunto com outros órgãos. Já o congressista cubano-americano Carlos A. Giménez exigiu “uma investigação imediata sobre esse massacre”.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que Washington responderá proporcionalmente ao ocorrido assim que tiver todas as informações sobre os mortos, incluindo a nacionalidade das vítimas. “Vale lembrar que é muito incomum ver tiroteios assim em alto-mar”, afirmou
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