Em tempos de crise aberta e falta de perspectivas claras no horizonte, é necessário ter clareza sobre os dados da vida cotidiana. Entre esses, nenhum é tão significativo quanto os números que medem a oferta de postos de trabalho de um país.
Para surpresa dos pessimistas de plantão, por desconhecimento ou ingenuidade, os números de abril de 2025 marcam um recorde, informa a série histórica da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio.
Nesse ambiente de incertezas mais aparentes do que reais, quando o pessimismo se torna uma moeda de troca perversa e a falta de dados consistentes só contribui para agravar problemas que nunca são pequenos, o IBGE oferece um dado de valor histórico.
A taxa de desemprego caiu de 7% para 6,6% no trimestre encerrado em abril, número que merece uma celebração.
Trata-se do menor patamar em mais de uma década da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a chamada Pnad Contínua. Desde 2012 — há 13 anos, portanto — este levantamento apura a oferta de trabalho com carteira assinada, que assegura direitos e garantias que separam a barbárie da civilização trabalhista nascida à sombra das lutas sociais que marcaram o governo Getúlio Vargas.
Ainda que os números que registram o desemprego não possam ser desprezados — totalizaram 7,2 milhões de brasileiras e brasileiros, num população ocupada superior a 103 milhões, num drama que merece a solidariedade de todos — os 6,6% da Pnad Contínua mostram a força de um país que não desistiu de abrir caminho para uma vida melhor e mais digna.
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