77% das vagas dos cubanos do Mais Médicos não foram preenchidas no RS

A dois dias do prazo final para que brasileiros se apresentem para assumir as vagas deixadas pelos profissionais cubanos, 77% não foram preenchidas no Rio Grande do Sul, estado mais afetado pelo fim do convênio com o governo de Cuba: no total, cerca de 8.400 médicos cubanos deixaram o país, deixando de beneficiar 2824 cidades e 34 distritos indígenas.

77% das vagas dos cubanos do Mais Médicos não foram preenchidas no RS
77% das vagas dos cubanos do Mais Médicos não foram preenchidas no RS (Foto: Olival Santos)

A saída dos cubanos do programa Mais Médicos continua a produzir efeitos que afetam diretamente a população. A dois dias do prazo final para que brasileiros se apresentem para assumir as vagas deixadas pelos profissionais cubanos, 77% não foram preenchidas no Rio Grande do Sul.

O estado é considerado o mais afetado pela saída dos médicos cubanos, após o presidente eleito Jair Bolsonaro atacar o governo de Cuba. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do estado, 630 das 640 vagas abertas no Estado tiveram a manifestação de interesse, mas até esta quarta-feira (12), apenas 140 médicos se apresentaram para trabalhar

Os municípios de Novo Hamburgo e São Gabriel, que tinham o maior número de médicos cubanos, são os que se encontram em situação mais critica. A saída é remanejar médicos de outras regiões para atender nas unidades mais desfalcadas.

Segundo o Ministério da Saúde, 53% dos médicos brasileiros haviam se apresentado nos municípios escolhidos até a última segunda-feira (10). Mas no Rio Grande do Sul, região onde Bolsonaro teve expressiva votação, aproximadamente 90 cidades perderam seus profissionais de atendimento à saúde básica. São Paulo, com 46 municípios, é o segundo estado mais afetado.

No total, cerca de 8.400 médicos cubanos deixaram o país depois que Cuba anunciou a saída do programa. Foram 2824 cidades afetadas e 34 distritos indígenas.

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