Ação do MPF expõe indícios de tortura durante intervenção federal em presídios no PA

Um agente prisional do Pará afirmou que a Força-Tarefa da Intervenção Penitenciária (FTIP), sob comando de Sergio Moro, parecia uma "seleção de psicopatas" para torturar os presos. 17 procuradores do Ministério Público Federal (MPF), assinaram um documento que reúne relatos chocantes de detentos, ex-detentos, familiares e agentes prisionais"

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247 - Um agente prisional do Pará afirmou que a Força-Tarefa da Intervenção Penitenciária (FTIP), sob comando de Sergio Moro, parecia uma "seleção de psicopatas" para torturar os presos. 17 procuradores do Ministério Público Federal (MPF), assinaram um documento que reúne relatos chocantes de detentos, ex-detentos, familiares e agentes prisionais"

Os relatos se somam a imagens e vídeos, apontando indícios de violações de direitos humanos generalizadas contra presos durante a intervenção.

A reportagem do portal G1 destaca que "a força-tarefa foi enviada pelo ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) a pedido do governador Helder Barbalho, após um massacre que resultou na morte de 62 presos em um presídio de Altamira, no sudoeste do Pará. Moro contestou a ação do MPF em visita a Belém, e disse em uma rede social que a força-tarefa faz bom trabalho, "retomando o controle dos presídios que era do Comando Vermelho". Na terça, o presidente Jair Bolsonaro, questionado a respeito, pediu aos jornalistas que parassem "de perguntar besteira".

A matéria ainda acrescenta que "o resultado das investigações realizadas pelo MPF inclui violência física, tortura, privação de sono e de alimentação e casos de abuso sexual. Tanto o governo federal quanto o estadual negam que houve excessos. Nesta quarta, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), subordinado ao ministério dirigido por Moro, negou, em nota, indícios de tortura."

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