Adolescente confessa que pilotava o jet ski

Depoimento informaldo garoto acusado de pilotar mquina que matou Grazielly, de 3 anos, foi prestado ao Ministrio Pblico e est protegido por sigilo previsto no ECA; testemunha diz ter visto momento em que a embarcao atingiu a menina; delegado Maurcio Barbosa aguarda esclarecimentos

Adolescente confessa que pilotava o jet ski
Adolescente confessa que pilotava o jet ski (Foto: AGÊNCIA ESTADO)

Fernando Porfírio _247 – O Ministério Público ouviu nesta sexta-feira (24) o depoimento do garoto (V.A.C.) suspeito de provocar a morte da menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos. A menina foi atropelada por um Jet-ski, na praia de Bertioga no litoral norte de São Paulo. O acidente aconteceu no sábado (18).

O depoimento, de caráter informal, foi prestado à promotora de justiça Rosana Colletta. A promotora não quis dar detalhes, mas alegou que o procedimento é indispensável e está previsto no artigo 179 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O adolescente estava acompanhado dos pais e do advogado. Sabe-se que ele confirmou que estava sim pilotando o jet ski.

Como é menor de 18 anos de idade, o garoto suspeito poderá responder a um ato infracional pela morte de Grazielly, segundo determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A promotora alegou que o depoimento informal do garoto está protegido por sigilo previsto no ECA. O MP vai aguardar a conclusão do inquérito policial para adotar eventuais medidas na esfera criminal em relação aos pais do menor e outros envolvidos.

Também nesta sexta-feira uma testemunha da morte da menina. A mulher, moradora da Grande São Paulo, disse ter visto quando o Jet-ski empinou e a embarcação, desgovernada, atingiu a menina.

A testemunha estava na praia com a filha de também 3 anos. Ela disse ter visto três pessoas levarem a embarcação até a água. Dois jovens subiram e aceleraram, quando a embarcação empinou, eles caíram e o Jet-ski desgovernado atingiu a menina. A mulher que diz ter presenciado o caso foi levada à delegacia pelo advogado dos pais da menina.

Na quinta-feira, o advogado da família do suspeito, Maurimar Bosco Chiasso, afirmou que, por conta do assédio da imprensa e por segurança, o garoto não tinha condições de depor na polícia.

Segundo o delegado Maurício Barbosa Júnior, que conduz o inquérito, a defesa se comprometeu a encaminhar os familiares até a delegacia, apesar de eles morarem em outro município.

O advogado da família de Grazielly, José Beraldo, afirmou que a tese da defesa é de homicídio com dolo eventual da parte do responsável legal do adolescente e da pessoa que consentiu que ele pegasse o jet ski.

Para Beraldo, o jovem teve autorização do proprietário do equipamento para levá-lo até o mar. Para ele, houve ainda omissão de socorro. Há uma suspeita que o adolescente tenha deixado o local de helicóptero. A polícia, no entanto, acredita que ele tenha fugido de carro.

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