Aécio pulverizou propina em 15 contas no exterior

Reportagem do portal The Intercept revela que o ex-diretor da Odebrecht e delator da Lava Jato Henrique Valadares foi procurado  pelo ex-diretor de Furnas e homem de extrema confiança do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para tratar de um repasse por meio do caixa 2 - cerca de R$ 50 milhões, sendo R$ 30 milhões pagos pela Odebrecht - que seria depositado em uma conta em Cingapura; pagamento seria a contrapartida pelo esforço do tucano em favor do consórcio que a Odebrecht formou com a Andrade Gutierrez pelas obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira; valores teriam sido pulverizados em cerca de 15 contas diferentes identificadas pelo codinome Accioly

Senador Aécio Neves (PSDB-MG) concede entrevista. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Senador Aécio Neves (PSDB-MG) concede entrevista. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado (Foto: Paulo Emílio)

Breno Costa, Reinaldo Chaves e Rodrigo Menegat, no The Intercept- O ex-diretor da Odebrecht e delator da Lava Jato Henrique Valadares, então diretor da área de energia da Odebrecht, relatou que não esquece o dia em que o ex-diretor de Furnas e homem de extrema confiança de Aécio no setor elétrico Dimas Toledo o procurou para tratar de um repasse por meio do caixa 2 da empreiteira com os dados bancários para que o dinheiro fosse depositado em uma conta em Cingapura.

Segundo matéria do The Intercepet, Dimas teria sido indicado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) para tratar de um repasse no valor de R$ 50 milhões que seria a contrapartida pelo esforço do tucano em favor do consórcio que a Odebrecht formou com a Andrade Gutierrez pelas obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira. Os valores teriam sido pulverizados em cerca de 15 contas diferentes identificadas pelo codinome Accioly.

Confira a íntegra da matéria publicada pelo The Intercept.

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