Alimentos viram moeda de troca em greve na Bahia

medida em que as negociaes avanam, Exrcito permite a entrada de mantimentos, gua e produtos de higiene aos policiais grevistas que esto no prdio da Assembleia Legislativa; " um gesto de boa vontade e reciprocidade", diz o tenente-coronel Mrcio Cunha

Alimentos viram moeda de troca em greve na Bahia
Alimentos viram moeda de troca em greve na Bahia (Foto: Agência Estado)

Agência Brasil - Alimentos, água e produtos de higiene têm servido de moeda de troca nas negociações com os policiais grevistas da Bahia, amotinados desde terça-feira passada (31) no prédio da Assembleia Legislativa, em Salvador. Os produtos são levados pelos parentes, que estão acampados em frente ao prédio e, gradativamente, à medida em que as negociações avançam, a secretaria ou o Exército permite a entrada.

Hoje (7), o Exército, que cercou o prédio na madrugada de ontem, permitiu a entrada de comida para crianças e de material de higiene. "Na medida em que as conversas avançam, a entrada de mantimentos é permitida", explicou o chefe da Comunicação Social da 6ª Região Militar, tenente-coronel Márcio Cunha. O comandante da operação, general Gonçalves Dias, permitiu a entrada de alimentos.

"O general tomou uma decisão para assegurar que teremos um clima tranquilo, de facilitar a entrada de mantimentos, água e produtos de higiene. É um gesto de boa vontade e reciprocidade, porque os manifestantes estão tranquilos", destacou o tenente-coronel. As sacolas não estão sendo revistadas, de acordo com o Exército. "É um voto de confiança que estamos dando a eles", disse o porta-voz do Exército.

A nutricionista Maria José dos Santos, 65 anos, disse que conseguiu que os militares do Exército permitissem que ela enviasse feijão, roupas, analgésico e material de higiene para os grevistas. Ela é mãe de dois policiais militares que estão dentro da Assembleia Legislativa. "Minha filha e meu filho estão lá dentro. Trouxe o que eles pediram. Com o cansaço, estão precisando de analgésico. Hoje, eles pretendem fazer um feijão para todos lá dentro", acrescentou Maria José.

Ela explicou que viveu momentos de muita tensão ontem, com a informação de que o Exército iria invadir o prédio. "Minha filha me disse que estava um clima muito tenso porque todos eles estavam com medo de uma invasão. Quando os caminhões do Exército passaram para a parte de traz do prédio houve pânico. Hoje estou mais tranquila e ela me disse que lá dentro as coisas também estão mais calmas", disse a nutricionista, que evita ficar muito tempo ao telefone com os filhos para não descarregar as baterias dos celuleres.

Com a energia cortada, os manifestantes estão tendo dificuldade para recarregar os celulares. Além disso, o banho está racionado. Quem toma banho em um dia, não toma no outro.

Há pouco, os policiais amotinados se reuniram em frente à Assembleia, ouviram-se aplausos, mas no fim da reunião eles voltaram a cantar a música que se ouviu durante toda madrugada: A PM Parou.

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