Aloysio Nunes contesta chanceler de Bolsonaro em polêmica sobre migrações

Antes mesmo de empossado, o presidente eleito Jair Bolsonaro já enfrenta conflitos em todas as áreas; a política externa é um dos setores em que será intensa a disputa entre a direita tucana e a extrema-direita bolsonarista; o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, criticou o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e seu futuro chanceler, Ernesto Araújo, por terem anunciado que o Brasil se "desassociará" do pacto da ONU para migrações, assinado nesta segunda-feira (10), por 160 países.

Aloysio Nunes contesta chanceler de Bolsonaro em polêmica sobre migrações
Aloysio Nunes contesta chanceler de Bolsonaro em polêmica sobre migrações

247 - O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, criticou o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e seu futuro chanceler, Ernesto Araújo, por terem anunciado que o Brasil se "desassociará" do pacto da ONU para migrações, assinado nesta segunda-feira (10), por 160 países. Com argumentos toscos e isolacionistas, Araújo diz que política de migração deve respeitar a soberania de cada país.

Numa demonstração de que a direita e a extrema direita vão entrar em contradição sobre os diversos temas da vida política nacional e internacional, como reflexo da luta pelo poder, demonstrando que o governo de Jair Bolsonaro será marcado por conflitos, o atual chanceler criticou nesta segunda-feira em pronunciamento em evento da ONU os políticos que querem restringir a imigração e atacam os órgãos multilaterais. A afirmação foi feita durante seu discurso na Conferência pela Adoção do Pacto Mundial por Migrações Seguras, Ordenadas e Regulares da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Marrakesh.

Ao falar da lei brasileira, que aumenta garantias aos imigrantes, ele afirmou: "A adoção desta lei no meu País é um desmentido claro àqueles que querem opor soberania nacional à cooperação internacional.

Nesta terça-feira (11), pelo Twitter, o atual chanceler afirmou: "Li com desalento os argumentos que parecem motivar o presidente eleito a querer dissociar-se do Pacto Global sobre Migrações. O Pacto não é incompatível com a realidade brasileira. Somos um país multiétnico, formado por migrantes, de todos os quadrantes".

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