Amaral: PSB na oposição é mais coerente do que independência fraudulenta

Ex-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, disse que a nova posição do partido é "mais correta do que de uma independência fraudulenta"; "O PSB, desde outubro de 2014, joga no campo da direita. Portanto, um partido que joga no campo da direita tem que estar aliado ao PPS, não pode ter independência", afirmou; para Amaral, o PSB passa por uma crise de valores; "Você vê pelo argumento desse rapaz (Carlos Siqueira). Não é porque o governo é ruim ou não é (que o partido está prestes a assumir a oposição), mas com essa declaração (de que o governo está moribundo) mostra que é uma crise ética”, avaliou

Ex-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, disse que a nova posição do partido é "mais correta do que de uma independência fraudulenta"; "O PSB, desde outubro de 2014, joga no campo da direita. Portanto, um partido que joga no campo da direita tem que estar aliado ao PPS, não pode ter independência", afirmou; para Amaral, o PSB passa por uma crise de valores; "Você vê pelo argumento desse rapaz (Carlos Siqueira). Não é porque o governo é ruim ou não é (que o partido está prestes a assumir a oposição), mas com essa declaração (de que o governo está moribundo) mostra que é uma crise ética”, avaliou
Ex-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, disse que a nova posição do partido é "mais correta do que de uma independência fraudulenta"; "O PSB, desde outubro de 2014, joga no campo da direita. Portanto, um partido que joga no campo da direita tem que estar aliado ao PPS, não pode ter independência", afirmou; para Amaral, o PSB passa por uma crise de valores; "Você vê pelo argumento desse rapaz (Carlos Siqueira). Não é porque o governo é ruim ou não é (que o partido está prestes a assumir a oposição), mas com essa declaração (de que o governo está moribundo) mostra que é uma crise ética”, avaliou (Foto: Valter Lima)
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RBA - A provável definição do PSB de deixar a posição de independência em relação ao governo Dilma Rousseff, assumindo, agora às claras, o papel de partido de oposição, é um “ato de absoluta coerência com o caráter dos atuais dirigentes do PSB”. A opinião é do ex-presidente nacional do partido, Roberto Amaral. Em nota divulgada ontem (22) em sua página na internet, o partido informou que a nova posição é majoritária e deve ser oficializada na próxima semana, pela Executiva Nacional.

“Eu acho até que é mais correta a posição assumida do que de uma independência fraudulenta. O PSB, desde outubro de 2014, joga no campo da direita. Portanto, um partido que joga no campo da direita tem que estar aliado ao PPS, não pode ter independência.”

O presidente da legenda, Carlos Siqueira, disse na nota que “há uma tendência bastante forte de que, se o impeachment chegar ao plenário da Câmara, ele será aprovado também pela nossa bancada”. Segundo o partido, a maioria dos parlamentares na Câmara e no Senado se disse favorável a um eventual pedido de impeachment de Dilma.

“Entendemos que é um governo moribundo, temos que encontrar um meio de o país não sangrar por muito tempo”, afirmou Siqueira, após encontro da Executiva ontem, em Brasília, com a presença dos governadores Rodrigo Rollemberg (DF), Paulo Câmara (PE) e Ricardo Coutinho (PB).

Para Roberto Amaral, o PSB passa por uma crise de valores. “A crise do PSB não chega a ser política nem ideológica, é uma crise de valores, uma crise ética. Você vê pelo argumento desse rapaz (Carlos Siqueira). Não é porque o governo é ruim ou não é (que o partido está prestes a assumir a oposição), mas com essa declaração (de que o governo está moribundo) mostra que é uma crise ética”, avalia Amaral, que refundou o PSB em 1985, junto com Jamil Haddad e Evandro Lins e Silva, entre outros.

Os parlamentares pessebistas, de acordo com a nota do PSB, concordaram em votar contra a recriação da CPMF. O governo enviou a proposta de emenda constitucional ao Congresso nesta terça-feira (22). Segundo Siqueira, “ninguém aprova a CPMF”.

No final de agosto, em entrevista à RBA, Roberto Amaral afirmou que a opção do PSB de apoiar Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno da eleição presidencial de 2014 “foi uma decisão burra e oportunista”.

Na ocasião, o ex-presidente da legenda disse que o apoio do partido se baseou na previsão de que Aécio ganharia as eleições. “Então, pegou todo o nosso patrimônio, pegou toda a nossa história, todos os nossos projetos e jogou nessa aventura.”

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