Ao contrário de Bolsonaro, Mourão diz que protestos fazem parte da democracia

Presidente interino, general Hamilton Mourão, admitiu que governo falhou ao comunicar as razões do corte nas verbas da educação que resultou na onda de protestos em defesa do setor que ganhou as ruas de todo o país nesta quarta-feira (15). e ressaltou que as manifestações fazem parte "do sistema democrático"; já o presidente Jair Bolsonaro, que está nos EUA, chamou os estudantes de "idiotas"

Ao contrário de Bolsonaro, Mourão diz que protestos fazem parte da democracia
Ao contrário de Bolsonaro, Mourão diz que protestos fazem parte da democracia (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

247 - O presidente interino, general Hamilton Mourão, admitiu que governo falhou ao comunicar as razões do corte nas verbas da educação que resultou na onda de protestos em defesa do setor que ganhou as ruas de todo o país nesta quarta-feira (15). "Temos falhado na nossa comunicação e agora é uma oportunidade lá dentro do Congresso que o ministro vai ter para explicar isso tudo", disse Mourão em referência à ida do ministro Abraham Weintraub ao Congresso para dar explicações sobre o assunto. Ainda segundo Mourão, os protestos fazem parte "do sistema democrático", sendo "uma forma que aqueles que se sentem inconformados têm de apresentar o seu protesto. Então, é normal".

Declaração de Mourão vai de encontro à afirmação feita pelo presidente Jair Bolsonaro, que durante sua viagem aos Estados Unidos, afirmou que os estudantes brasileiros "não sabem sequer fazer uma regra de três simples". Bolsonaro também disse que os estudantes que participam dos protestos contra o desmonte da educação, são uns "imbecis" e "idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil" (leia no Brasil 247).

Em um tom mais comedido, Mourão defendeu o corte de 30% no orçamento da Educação ressaltando que a medida é apenas um "contingenciamento". "O que existe não é corte, é contingenciamento que ocorreram ao longo de todos os governos. Aliás, a única exceção foi o ano passado em que o presidente Temer liberou o orçamento em fevereiro", ressaltou.

 

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