Após operação da PF e morte de reitor, Capes volta a liberar verbas para UFSC

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão do Ministério da Educação, voltará a liberar verbas de custeio para os cursos de Educação a Distância (EAD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); a investigação sobre irregularidades nos cursos a distância culminou na Operação Ouvidos Moucos da Polícia Federal, que prendeu o reitor Luiz Carlos Cancellier e outros seis professores; o caso ganhou repercussão após a morte de Cancellier, que se matou alegando inocência em outubro de 2017.

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão do Ministério da Educação, voltará a liberar verbas de custeio para os cursos de Educação a Distância (EAD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); a investigação sobre irregularidades nos cursos a distância culminou na Operação Ouvidos Moucos da Polícia Federal, que prendeu o reitor Luiz Carlos Cancellier e outros seis professores; o caso ganhou repercussão após a morte de Cancellier, que se matou alegando inocência em outubro de 2017.
A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão do Ministério da Educação, voltará a liberar verbas de custeio para os cursos de Educação a Distância (EAD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); a investigação sobre irregularidades nos cursos a distância culminou na Operação Ouvidos Moucos da Polícia Federal, que prendeu o reitor Luiz Carlos Cancellier e outros seis professores; o caso ganhou repercussão após a morte de Cancellier, que se matou alegando inocência em outubro de 2017. (Foto: Charles Nisz)

Brasil 247 - A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão do Ministério da Educação, voltará a liberar verbas de custeio para os cursos de Educação a Distância (EAD) do Programa Universidade Aberta do Brasil na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A investigação sobre irregularidades nos cursos a distância de Física e Administração culminou em setembro na Operação Ouvidos Moucos da Polícia Federal, que prendeu o reitor Luiz Carlos Cancellier e outros seis professores. O caso ganhou repercussão após a morte de Cancellier, que se matou alegando inocência em outubro de 2017.

Firmado há uma semana, o acordo prevê a retomada do pagamento dos recursos para viagens, edição de material didático, transportes, entre outros custos. A condição para a volta do repasse é que a administração do dinheiro não passe pelas fundações de apoio da universidade. Em novembro, a PF iniciou a operação Torre de Marfim, que apura irregularidades na aplicação de verbas federais em projetos de pesquisa geridos pelas fundações.

Os repasses previstos são de R$ 2 milhões, mas, segundo a Capes, estão sujeitos à disponibilidade orçamentária. A UFSC tem cerca de 1.600 alunos em 11 cursos de graduação e sete de pós-graduação na modalidade a distância.

Depois de quatro meses, a Operação Ouvidos Moucos não indiciou nenhum dos suspeitos. A Polícia Federal, que inicialmente anunciou desvios de R$ 80 milhões, pediu mais 90 dias para continuar a investigação. As denúncias de desvios de recursos foram feitas pelo corregedor da UFSC, Rodolfo Hickel do Prado. Aliados do reitor Cancellier que seguem na administração da UFSC reconhecem que é possível que tenha havidos irregularidades na gestão das verbas para EAD, mas que isso é diferente de ilegalidades ou desvios.

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