Após saída de Galvão, governo Bolsonaro avalia colocar militar na direção do INPE

Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, disse que o nome do novo diretor do IPE deverá ser anunciado até terça-feira (6). Segundo ele, entre os mais cotados para assumir o cargo estão um oficial da Aeronáutica e um doutor em desmatamento. A possibilidade de colocar um militar na direção do instituto vem na esteira da demissão do ex-diretor Ricardo Galvão, que rebateu as críticas feitas por Jair Bolsonaro sobre os dados referentes ao desmatamento no Brasil

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

247 - O ministro da Ciência e Tecnologia, Inovação e Comunicação, Marcos Pontes, disse que o nome do novo diretor do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) deverá ser anunciado até terça-feira (6). Segundo ele, entre os mais cotados para assumir o cargo estão um oficial da Aeronáutica e um doutor em desmatamento. A possibilidade de colocar um militar na direção do instituto vem na esteira da demissão do ex-diretor Ricardo Galvão, que rebateu as críticas feitas por Jair Bolsonaro que colocaram em dúvida os dados sobre o desmatamento no Brasil divulgados pelo Inpe. 

"Estou procurando nome que tenha conexão com Inpe, que tenha conhecimento nessa área (desmatamento) e em gestão", afirmou Pontes em entrevista à Rádio Eldorado. Ainda segundo ele, a demissão de Galvão foi motivada pelo fato dele procurar a imprensa para rebatar os comentários feitos por Bolsonaro.

"Se o Galvão tivesse me procurado após os comentários de Bolsonaro, tudo poderia ter sido resolvido no diálogo. O fato de ter falado direto com a imprensa gerou perda de confiança", justificou o ministro. "Tem influência do presidente, mas também tem minha parte, porque se tornou difícil contornar a situação", emendou. 

Ainda conforme o ministro, o sistema de monitoramento do desmatamento será alterado e a análise será feita de forma conjunta com o Ibama, ligado ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. 

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