Assessores do ministro do Turismo admitem desvios no laranjal do PSL de Bolsonaro

Segundo investigadores do caso, os assessores confirmaram, por exemplo, que os valores doados para as candidatas mulheres do PSL foram usados, na verdade, para pagar compromissos de candidatos do PSL em Minas Gerais durante as eleições de 2018

(Foto: Marcos Correa/PR)

247 - O assessor Mateus Von Rondon e dois ex-colaboradores do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, admitiram em depoimento o desvio de recursos públicos para pagar outras campanhas. A informação é do colunista do G1, Matheus Leitão.

Segundo investigadores do caso ouvidos pelo colunista, os assessores que foram presos durante a Operação Sufrágio Ostentação, na semana passada, confirmaram, por exemplo, que os valores doados para as candidatas mulheres foram usados, na verdade, para pagar compromissos de candidatos do PSL em Minas Gerais durante as eleições de 2018.

"Ainda não há, contudo, uma ligação direta entre Marcelo Álvaro Antônio com o caso das candidaturas laranjas, segundo os policiais", escreveu o jornalista.

Nesta segunda, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o ministro Sergio Moro, que comanda a PF, para que discutir a ampliação da investigação para atingir outros partidos, já que até agora só há indícios desse esquema no PSL, a legenda do presidente.

Também nesta segunda o presidente iria se reunião com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, para discutir a sua permanência no cargo. Rumores dão conta de que o avanço das investigações envolvendo o ministro estariam incomodando o presidente e seus aliados. Para evitar maior desgate, a proposta é que Marcelo deixe o governo.

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