Baleia Rossi e Arthur Lira oferecem cargos via governadores para evitar traições na eleição à Câmara

Para evitar traições na eleição da Câmara, os candidatos Baleia e Lira acionam governadores e negociam cargos. Ambos estão em plena ofensiva sobre deputados indecisos ou que possam romper acordos por interesses questões regionais

Deputados Baleia Rossi e Arthur Lira
Deputados Baleia Rossi e Arthur Lira
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247 - Os deputados Baleia Rossi (MDB) e Arthur Lira (PP) estão em plena ofensiva sobre governadores em busca de apoio na disputa pelo comando da Câmara.

Os cálculos dos blocos de Arthur Lira (PP-AL) e de Baleia Rossi (MDB-SP) são que, hoje, há um percentual de risco de defecção de pelo menos 20%. Ou seja, que no mínimo 1/5 dos deputados federais que formam cada grupo partidário pode votar no candidato adversário. Para evitar traições, tanto Lira como Baleia têm trabalhado para reduzir esse percentual a 10%.

Neste início de ano, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), telefonou para governadores aliados e pediu que eles intercedam por seu candidato, Baleia. Segundo a Folha apurou, Maia acionou mais de dez governadores, entre eles o do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), e o do Ceará, Camilo Santana (PT).

A intenção de Maia é evitar que haja dissidências no bloco que hoje apoia Baleia, formado por PT, PC do B, PSB, PDT, DEM, PSDB, MDB, Cidadania, PV, Rede e PSL. Apesar dos anúncios partidários de apoios, o voto para a presidência da Câmara é secreto.

Por sua vez, a campanha de Lira, candidato de Bolsonaro, calcula que há ao menos 30% de defecções nessas siglas e aposta que haverá traições a Baleia em todos os partidos que apoiam a sua candidatura, inclusive no MDB. Lira trabalha justamente para estimular as dissidências.

Para ampliar as divisões, integrantes do grupo de Lira têm ameaçado retirar cargos no governo federal de deputados que não o apoiarem. O movimento conta com apoio da articulação política do Palácio do Planalto, que deu sinal verde ao deputado para fazer a ameaça. Hoje, deputados federais de MDB, DEM e PSDB contam com indicados em funções federais. 

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