Boaventura, que morou no Jacarezinho nos anos 70: “O Brasil precisa acordar e ir para as ruas”

O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, que morou na favela do Jacarezinho nos anos 1970 para realizar seu doutorado, diz que está devastado com chacina na “comunidade que me ensinou a ser a pessoa digna que hoje procuro ser”. Para ele “o Brasil precisa acordar e ir para as ruas.”

Boaventura de Sousa Santos
Boaventura de Sousa Santos (Foto: Beto Monteiro/Secom UnB)
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247 - O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, que morou na favela do Jacarezinho nos anos 1970 para realizar seu doutorado, diz que está devastado com chacina. Ele afirma que Jacarezinho foi “a comunidade que me ensinou a ser a pessoa digna que hoje procuro ser”. Para ele, um dos mais respeitados sociólogos do mundo, “o Brasil precisa acordar e ir para as ruas. Não entendi porque o Brasil ainda está dormindo.”

Leia seu depoimento sobre a chacina:

“Estou indignado e revoltado com o que aconteceu, tanto que nem consegui escrever ainda. Trabalhei no Jacarezinho e foi esta a comunidade que me ensinou a ser a pessoa digna que hoje procuro ser e que está sendo tratada com tanta indignidade. Na mão de milicianos, que têm um super miliciano no Planalto.

Estou iniciando uma campanha para que o povo vá às ruas. O povo tem que sair às ruas. O PT está tentando manter tudo dentro do marco das instituições para que não haja grandes comoções nas ruas para eleger Lula em 2022, o que considero muito importante e apoio integralmente. Mas não sei se lá chegaremos. Sem luta popular na rua não haverá CPI, sem luta popular o STF não conseguirá levar a cabo a tarefa de corrigir o sistema, sem luta popular na rua continuarão os massacres no Jacarezinho e em outras comunidades. As milícias querem ocupar o território no Rio e tornar impossíveis as eleições de 2022.

O Brasil precisa acordar e ir para as ruas. Não entendi porque o Brasil ainda está dormindo.”

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