Bolsonaro demitiu investigadores de casos de tortura e ONU cobra Brasil

O Brasil foi convocado a dar explicações na ONU (Organização das Nações Unidas). A querela é o estímulo à tortura por parte de Boslonaro, que baixou um decreto que demitiu investigadores de casos de tortura.

Decreto de Bolsonaro sobre órgão de combate à tortura fere tratado internacional, diz perito
Decreto de Bolsonaro sobre órgão de combate à tortura fere tratado internacional, diz perito (Foto: AP Photo / Michael Dantas)

247 - O Brasil foi convocado a dar explicações na ONU (Organização das Nações Unidas). A querela é o estímulo à tortura por parte de Boslonaro, que baixou um decreto que demitiu investigadores de casos de tortura.

A reportagem do jornal O Globo destaca que "em junho, um decreto presidencial exonerou e extinguiu os salários de peritos responsáveis por fiscalizar penitenciárias, hospitais psiquiátricos, comunidades terapêuticas, entre outros. Nesta segunda-feira, o subcomitê da ONU voltado para a prevenção da tortura manifestou preocupação sobre o tema e requisitou reuniões com os diplomatas brasileiros em Genebra, na Suíça."

A matéria ainda sublinha que "o pedido por explicações é uma resposta da ONU à denúncia apresentada pela entidade Justiça Global no mesmo dia em que Bolsonaro assinou a exoneração dos profissionais. Além das demissões, o presidente também determinou, via decreto, que os cargos passem a ser ocupados por peritos voluntários. Para os antigos ocupantes dos postos, a condição inviabilizaria o trabalho, que envolve viagens interestaduais e costumava exigir dedicação exclusiva. As remunerações giravam em torno de R$ 10 mil mensais, por 40h de trabalho por semana. Havia 11 vagas à disposição do órgão e apenas sete estavam ocupadas."

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