Bolsonaro é aconselhado a cessar ataques ao Supremo

Embora integrantes do governo considerem que ação de membros da suprema corte tem caráter político, ministros do círculo mais próximo ao inquilino do Palácio do Planalto buscam acalmar as relações e sugerem a Bolsonaro que pare de atacar os integrantes do STF

Ministro do STF Celso de Mello e Jair Bolsonaro
Ministro do STF Celso de Mello e Jair Bolsonaro (Foto: STF e Reuters)
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247 - Jair Bolsonaro foi aconselhado por auxiliares a cessar ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Confiantes em que o Procurador Geral da República não vai oferecer denúncia pela interferência do presidente na Polícia Federal, e por receio das consequências políticas dessa relação tensa, esses assessores consideram que uma escalada do inquilino do Palácio do Planalto contra o Judiciário é contraproducente.

A jornalista Thais Arbex informa em reportagem no Globo que os ministros da Justiça, André Mendonça, da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, e da Advocacia-Geral da União, José Levi Mello do Amaral Junior, desempenharam papel fundamental na elaboração da nota divulgada na segunda-feira, em que Bolsonaro pregou “independência e harmonia entre as instituições da República”.

O texto, no qual o Bolsonaro se diz supostamente comprometido com a democracia e afirma respeitar os integrantes do Legislativo e do Judiciário, foi elaborado no momento em que passaram a surgir especulações sobre a possibilidade de Bolsonaro elevar o tom das críticas contra o decano do STF.

A prática de Bolsonaro e seus seguidores tem sido nos últimos dias de ofender o ministro do STF Celso de Mello e outros membros da corte. 

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