Bolsonaro cogita demitir Guedes e ampliar presença de militares em reforma ministerial

Jair Bolsonaro vai promover a mudança em alguns ministérios, que vai resultar em uma presença ainda maior de militares no governo. Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Tereza Cristina (Agricultura) poderão ser removidos

Jair Bolsonaro em almoço com militares
Jair Bolsonaro em almoço com militares (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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247 - O governo terá uma participação ainda mais acentuada de militares em cargos de segundo e terceiro escalões. É a forma que Bolsonaro encontrou para compensar o ingresso de políticos indicados por partidos direitistas e fisiológicos do chamado centrão.  

Os estrategistas do Palácio do Planalto, que formam o seu núcleo duro, constituído por oficiais-generais e os filhos de Bolsonaro, projetam um governo baseado nas Forças Armadas. 

Será executado um plano de reforma ministerial a ser executado no pós-crise da pandemia de  coronavírus. A principal base de sustentação será formada por militares. 

Reportagem dos jornalistas Renato Onofre e Talita Fernandes na Folha de S.Paulo demonstra que os militares controlam 8 dos 22 ministérios e estão em 1.349 cargos do Executivo. Além destes, é preciso contabilizar outros 881 postos ocupados por membros das três forças no Ministério da Defesa.

A reportagem assinala que novos oficiais serão colocados em posições estratégicas em ministérios. Os postos-chave hoje do Palácio do Planalto já são controlados por generais.

Bolsonaro já indicou que pretende nomear mais nomes das Forças Armadas no Ministério da Justiça, o que já começou a ocorrer no Ministério da Saúde, com a nomeação do general Eduardo Pazuello, indicado pelo próprio Bolsonaro para a Secretaria-Executiva da pasta. 

Ministros que iniciaram o mandato com grande protagonismo poderão ser removidos, como Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Cidadania) e Tereza Cristina (Agricultura).  

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