'Bolsonaro representa a maior ameaça ao planeta', diz Sônia Guajajara

Foram muitos os pontos do discurso de Bolsonaro que incomodaram uma das mais famosas representantes do movimento indígena brasileiro, Sônia Guajajara. Entre eles, a comparação de indígenas a "homens da caverna", a minimização das queimadas na Amazônia e a frase de que "índio não quer ser latifundiário pobre em cima de terras ricas"

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247- "Estou com raiva dele até agora." Poucas horas depois de ter escutado presencialmente, em Nova York, o discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da ONU, a liderança indígena Sônia Guajajara externou suas emoções, apesar da voz calma e da fala pausada. "Raiva por tudo que está acontecendo aqui hoje [24]", tentou sintetizar Guajajara, que é coordenadora-executiva da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e disputou a presidência no ano passado como vice de Guilherme Boulos (PSOL-SP). A reportagem é do Portal UOL. 

O fato de o presidente ter levado junto à comitiva brasileira a indígena Ysani Kalapalo também irritou Guajajara — e lideranças de outras etnias. "O governo mais uma vez reforça uma prática ditatorial quando quer impor quem é o representante [dos indígenas]", criticou Guajajara, destacando que Ysani não foi reconhecida por seus parentes do Xingu como uma representante da etnia.

Guajajara destaca que o presidente também é autoritário na sua forma de enxergar as comunidades indígenas: "Quando ele diz que a gente é pobre, está olhando somente pelo lado dos bens materiais e das formas de consumo. Ele não olha nossa forma de viver. O que ele precisa fazer é respeitar os modos de vida e dar condições para que nossas iniciativas possam crescer e possam gerar rendas para as comunidades. Sempre pensando no uso sustentável dos territórios e dos recursos naturais".

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