Boulos: depois da PEC 241, Brasil não será mais uma democracia

"Nas próximas quatro eleições presidenciais, se aprovada a lei, os brasileiros não poderão escolher outro projeto, a não ser que três quintos do Congresso o resolvam", diz Guilherme Boulos, do MTST; "Um presidente que não foi eleito define a política econômica para os próximos quatro que o povo venha a eleger. E o voto de mais 50 milhões de pessoas terá de ser homologado por 308 deputados. Alguém ainda se atreverá a chamar isso de democracia?"

12/08/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Entrevista com Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, no Demhab. Foto: Guilherme Santos/Sul21
12/08/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Entrevista com Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, no Demhab. Foto: Guilherme Santos/Sul21 (Foto: Leonardo Attuch)

247 – O líder do MTST, Guilherme Boulos, avalia que a PEC 241, que congela os gastos por 20 anos, aniquila a democracia brasileira, em artigo publicado nesta quinta-feira.

"Nas próximas quatro eleições presidenciais, se aprovada a lei, os brasileiros não poderão escolher outro projeto, a não ser que três quintos do Congresso o resolvam. Um presidente que não foi eleito define a política econômica para os próximos quatro que o povo venha a eleger. E o voto de mais 50 milhões de pessoas terá de ser homologado por 308 deputados. Alguém ainda se atreverá a chamar isso de democracia?", questiona.

"Aos paneleiros dos Jardins, meus parabéns. Chegaram aonde queriam. Quem nas periferias aplaudiu ou permaneceu em sua indiferença, é hora de acordar, não? E antes que seja tarde demais. A PEC terá segunda votação na Câmara e depois irá ao Senado. Se não for barrada por ampla mobilização popular, o sonho de milhões de brasileiros ficará congelado pelos próximos 20 anos."

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