Boulos pede eleições diretas: “a gravidade da crise não admite arranjos”

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, avalia que "o Congresso não tem autoridade moral para conduzir uma eleição indireta. Independentemente de quem fosse eleito. Qualquer sucessão que não passe pelo voto popular vai manter a instabilidade. Não há forma de buscar uma saída sem chamar o povo a decidir. Partiríamos para um nível de radicalização extremamente perigoso"; o ativista diz que "a eleição direta é o único caminho para se começar a resolver os problemas, não a solução definitiva"

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, avalia que "o Congresso não tem autoridade moral para conduzir uma eleição indireta. Independentemente de quem fosse eleito. Qualquer sucessão que não passe pelo voto popular vai manter a instabilidade. Não há forma de buscar uma saída sem chamar o povo a decidir. Partiríamos para um nível de radicalização extremamente perigoso"; o ativista diz que "a eleição direta é o único caminho para se começar a resolver os problemas, não a solução definitiva"
O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, avalia que "o Congresso não tem autoridade moral para conduzir uma eleição indireta. Independentemente de quem fosse eleito. Qualquer sucessão que não passe pelo voto popular vai manter a instabilidade. Não há forma de buscar uma saída sem chamar o povo a decidir. Partiríamos para um nível de radicalização extremamente perigoso"; o ativista diz que "a eleição direta é o único caminho para se começar a resolver os problemas, não a solução definitiva" (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, avalia que no atual conjuntura sociopolítica brasileira, os movimentos sociais exercem um papel fundamental: ocupar as ruas e impedir um arranjo orquestrado em gabinetes para manter as reformas propostas pelo governo de Michel Temer. "Estamos em uma crise política sem precedentes e ela exige uma solução democrática", diz. 

Segundo Boulos, "a gravidade da crise não admite arranjos". "O Congresso não tem autoridade moral para conduzir uma eleição indireta. Independentemente de quem fosse eleito. Qualquer sucessão que não passe pelo voto popular vai manter a instabilidade. Não há forma de buscar uma saída sem chamar o povo a decidir. Partiríamos para um nível de radicalização extremamente perigoso", acrescenta. A entrevista foi concedida à Carta Capital.

O ativista diz que "a eleição direta é o único caminho para se começar a resolver os problemas, não a solução definitiva. O que a crise demonstra é a falência do sistema político". "A Nova República chegou ao fim. A saída depende de uma transformação profunda do sistema político. De cima a baixo", complementou.

Sem a participação popular o País entraria em convulsão, avalia. "Partiríamos para um nível de radicalização perigoso".

Na avaliação de Boulos, "a gravação na qual o Temer negocia o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha não deixa margens para dúvidas". "Isso torna a continuidade do governo insustentável. Ele já não tinha legitimidade. Agora perde totalmente as condições políticas de governar. A única alternativa para essa nova crise é a renúncia imediata de Temer e a convocação de eleições diretas", afirma.

Boulos afirma que "os movimentos não podem vacilar um só instante". Segundo ele, é preciso "tomar as ruas do Brasil para exigir a renúncia imediata do Temer e a convocação de novas eleições. Pois começam a acontecer movimentações oportunistas do outro lado. O nível de hipocrisia no País, você  sabe, é impressionante".

"Aqueles que colocaram o vice no poder e até o momento aplaudiam as medidas começam agora a gritar "Fora Temer". E podem querer disputar as ruas novamente. Os movimentos que têm legitimidade para levantar as pautas democráticas precisam ocupar os espaços imediatamente", complementou. 

Leia a entrevista na íntegra

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