Boulos questiona Moro sobre caixa 2: laranjal do PSL mudou sua convicção?

"Moro, em 2017: 'Caixa 2 é pior do que corrupção'. Moro, em 2019: 'Caixa 2 não tem a mesma gravidade de corrupção'. E então, Ministro, o que mudou sua convicção? Seria talvez o Laranjal do novo chefe?", questionou o líder do MTST

Boulos questiona Moro sobre caixa 2: laranjal do PSL mudou sua convicção?
Boulos questiona Moro sobre caixa 2: laranjal do PSL mudou sua convicção? (Foto: Esq.: José Cruz - ABR)

247 - O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, criticou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que apresenta de forma separada a tipificação do crime de caixa 2, previsto no projeto original do seu "pacote anticrime".

"Moro, em 2017: 'Caixa 2 é pior do que corrupção'. Moro, em 2019: 'Caixa 2 não tem a mesma gravidade de corrupção'. E então, Ministro, o que mudou sua convicção? Seria talvez o Laranjal do novo chefe?", questionou o ativista no Twitter.

O curioso é que o atual ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, admitiu em 2017 ter recebido caixa 2 da JBS. Questionado em novembro do ano passado se faria algo em relação a Onyx, Moro isentou o titular da pasta de punição. "Ele já admitiu e pediu desculpas".

Em palestra realizada na Universidade de Harvard (EUA), Moro havia dito: "temos que falar a verdade, a Caixa 2 nas eleições é trapaça, é um crime contra a democracia. Corrupção em financiamento de campanha é pior que desvio de recursos para o enriquecimento ilícito".

Sobre o chamado 'laranjal' citado por Boulos, o fato é que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, patrocinou um esquema de candidaturas laranjas que direcionou verbas do PSL para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara.

O agora ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gustavo Bebianno é acusado de autorizar o repasse de R$ 400 mil em verbas do fundo partidário para uma candidata "laranja" em Pernambuco.

De acordo com a prestação de contas de Maria de Lourdes Paixão, que concorreu a deputada federal, 95% do valor recebido foi gasto para imprimir 9 milhões de santinhos e cerca de 1,7 milhão de adesivos em uma gráfica. A reportagem do jornal Folha de S.Paulo, no entanto, visitou os endereços indicados por Maria de Lourdes e não encontrou sinais de que ali tenha funcionado o estabelecimento indicado. 

Bebianno também teria liberado R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora Érika Siqueira Santos. Parte do dinheiro foi repassado a uma gráfica registrada em endereço de fachada.  

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