Brasil de hoje é a França sob ocupação nazista, diz Paulo Nogueira Batista Jr.

O site Tutaméia fez uma longa entrevista com o economista Paulo Nogueira Batista Jr. Para Batista, o ataque à soberania nacional que o governo Bolsonaro está patrocinando não tem precedentes; por isso a questão nacional nunca foi tão relevante. A oposição, no Congresso e nas ruas, precisa agir

Paulo Nogueira Batista adverte contra risco de estelionato eleitoral
Paulo Nogueira Batista adverte contra risco de estelionato eleitoral (Foto: Editora Brasil 247)
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247 -  O site Tutaméia fez uma longa entrevista com o economista Paulo Nogueira Batista Jr. Para Batista, o ataque à soberania nacional que o governo Bolsonaro está patrocinando não tem precedentes. Por isso a questão nacional nunca foi tão relevante. A oposição, no Congresso e nas ruas, precisa agir. 

A reportagem destaca a leitura de conjuntura de Batista: "na sua análise, a agenda regressiva da extrema direita está gerando reações no exterior e, sobretudo, aqui. “A oposição está se aproveitando dos erros sucessivos do governo. Não só a oposição parlamentar, mas oposição social. Mulheres, negros, estudantes, LGBTs, cineastas, cantores: todos estão vendo que a pauta destrutiva em curso tem que ser parada. A força do pessoal que autenticamente rejeita a barbárie é muito grande.


Amazônia, Base de Alcântara, política de comércio exterior, acordo com a União Europeia, dolarização das contas, moeda – “temos uma pauta enorme de defesa da soberania nacional”, diz o economista. Na entrevista, ele discorre sobre os efeitos nefastos das políticas destrutivas e submissas de Bolsonaro, apontando estratégias para barrar seu avanço."

Batista ainda fala sobre nossa situação histórica: "se o Brasil se entregar a essa onda entreguista, vai ser difícil. O Brasil de 2019 me lembra a França de 1940, de Pétain [marechal francês que colaborou com os nazistas]. Os alemães derrotaram a França quase sem resistência. De Gaulle, que era um coronel, fugiu para Londres e criou a França Livre. Quando todas as patentes mais altas do Exército francês estavam rendidas o que aconteceu? De Gaulle estava fazendo um cálculo romântico e realista ao mesmo tempo. Sabia que tinha a Inglaterra e que tinha Roosevelt do outro lado”. 

Veja a entrevista: 

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