Caminhoneiros mantêm paralisação e colocam governo Temer na berlinda

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), entidade que tem coordenado os protestos da categoria contra o aumento no preço dos combustíveis em todo o país, informou que o movimento permanecerá em atividade mesmo após o anúncio feito pela Petrobras de que irá reduzir o preço do diesel em 10% por 15 dias; paralisação, que entra em seu quarto dia, iniciou esta manhã com protestos e bloqueios em pelo menos dez estados e deve se estender até a sexta-feira

Caminhoneiros protestam contra elevação no preço do diesel na rodovia BR-040, em Duque de Caxias.
Caminhoneiros protestam contra elevação no preço do diesel na rodovia BR-040, em Duque de Caxias. (Foto: Paulo Emílio)
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247 - A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), entidade que tem coordenado os protestos da categoria contra o aumento no preço dos combustíveis em todo o país, informou que o movimento permanecerá em atividade mesmo após o anúncio feito pela Petrobras de que irá reduzir o preço do diesel em 10% e que este valor será mantido por um período de até 15 dias.

A paralisação, que entra em seu quarto dia, iniciou a manhã nesta quinta-feira (24) com protestos e bloqueios em pelo menos dez estados. Nesta terça-feira, Michel temer chegou a pedir "uma espécie de trégua para que em dois, três dias no máximo nós possamos encontrar uma solução satisfatória para os brasileiros e para os caminhoneiros.

"Desde domingo nós estamos trabalhando nesse tema para dar tranquilidade não só ao brasileiro, que não quer ver parado o abastecimento, mas também tentando encontrar uma solução que facilite, especialmente, a vida dos caminhoneiros", disse Temer.

Apesar do apelo, os caminhoneiros decidiram manter a paralisação pelo menos até a sexta-feira. Segundo a Abcam, a proposta do governo em reduzir os impostos sobre o diesel não resolve o problema, uma vez que a Petrobras tem adotado uma política de reajustes quase diárias com base na cotação internacional do petróleo.

 

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