Carreiras políticas de filhos pressionam Jair Bolsonaro em guerra interna com PSL

Os filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo (deputado por São Paulo) e Flávio (senador pelo Rio de Janeiro) atuam para tentar contornar crise a interna do PSL. Jair Bolsonaro e a direção do partido estão travando uma guerra política, com troca de ofensas em público e ameaças mútuas

Clã Bolsonaro: Flávio, Jair, Eduardo e Carlos
Clã Bolsonaro: Flávio, Jair, Eduardo e Carlos (Foto: Reprodução)

247 - Reportagem de Thais Arbex, Talita Fernandes e Gustavo Urube na Folha de São Paulo informa que os filhos do titular do Palácio do Planalto, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), atuam para tentar contornar a crise interna no PSL.  

Os dois políticos tentam encontrar uma solução para evitar que o pai deixe o partido, o que poderia provocar uma debandada em massa de integrantes da sigla.   

Na opinião de Eduardo e Flávio, que controlam respectivamente os diretórios de São Paulo e Rio de Janeiro, uma ruptura com o partido teria impacto direto para os congressistas nesses estados, que representam os maiores colégios eleitorais do país.  

A guerra interna de Bolsonaro e a cúpula do PSL tem muito a ver com o fato de que a legenda recebe a maior fatia de dinheiro público entre todos os 32 partidos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).  Em 2020, somando os fundos partidário e eleitoral, o PSL pode ter em caixa R$ 350 milhões.   

A reportagem apurou ainda que o aceno da ala do PSL ligada ao deputado Luciano Bivar (PSL-PE), atual presidente do partido, ao governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), a quem ofereceu a possibilidade de se candidatar à presidência da República em 2022, preocupou Flávio Bolsonaro. Ele considera que seria o principal prejudicado se o pai optar pela desfiliação do PSL. O senador pelo RJ trava uma luta política no estado com o governador Witzel.  

Por seu tirno, Eduardo Bolsonaro disse nesta segunda-feira (14), ao participar de um evento em São Paulo, que a crise "é contornável".    

Durante todo o dia, a agenda de Jair Bolsonaro foi recheada de compromissos ligados à crise interna do PSL. A hipótese de desfiliação de Bolsonaro continua sendo examinada.

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