Celso Amorim: punição a diplomata é “medida truculenta”

O ex-chanceler Celso Amorim criticou nesta quinta-feira, 5, a punição imposta pelo ministro de Relações Exteriores Aloisyo Nunes ao diplomata Julio de Oliveira Silva, que foi removido do consulado do Brasil em Nova York por ter feito críticas ao governo Temer; "É uma medida truculenta e desnecessária, até porque ele poderia ser transferido, no momento certo, para outro posto", afirmou Amorim; "Dado o quadro político do País, essa decisão faz temer uma 'caça às bruxas', a perseguir e enquadrar jovens diplomatas"

O ex-chanceler Celso Amorim criticou nesta quinta-feira, 5, a punição imposta pelo ministro de Relações Exteriores Aloisyo Nunes ao diplomata Julio de Oliveira Silva, que foi removido do consulado do Brasil em Nova York por ter feito críticas ao governo Temer; "É uma medida truculenta e desnecessária, até porque ele poderia ser transferido, no momento certo, para outro posto", afirmou Amorim; "Dado o quadro político do País, essa decisão faz temer uma 'caça às bruxas', a perseguir e enquadrar jovens diplomatas"
O ex-chanceler Celso Amorim criticou nesta quinta-feira, 5, a punição imposta pelo ministro de Relações Exteriores Aloisyo Nunes ao diplomata Julio de Oliveira Silva, que foi removido do consulado do Brasil em Nova York por ter feito críticas ao governo Temer; "É uma medida truculenta e desnecessária, até porque ele poderia ser transferido, no momento certo, para outro posto", afirmou Amorim; "Dado o quadro político do País, essa decisão faz temer uma 'caça às bruxas', a perseguir e enquadrar jovens diplomatas" (Foto: Aquiles Lins)
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247 - O ex-chanceler Celso Amorim criticou nesta quinta-feira, 5, a punição imposta pelo ministro de Relações Exteriores Aloisyo Nunes ao diplomata Julio de Oliveira Silva, que foi removido do cargo de segundo-secretário do consulado do Brasil em Nova York para Brasília por ter feito críticas ao governo Temer. 

Segundo Amorim, a decisão contraria a tradição do Itamaraty. "É uma medida truculenta e desnecessária, até porque ele poderia ser transferido, no momento certo, para outro posto", afirmou, em entrevista à CartaCapital. "Há uma expectativa normal dos jovens diplomatas de ocuparem ao menos dois postos no exterior antes de regressar ao Brasil".

Apesar das contundentes críticas feitas ao governo, Amorim não vê motivos para a punição. "Um diplomata deve respeitar a hierarquia, mas também exercer o espírito crítico, indispensável à execução da política externa. Dado o quadro político do País, essa decisão faz temer uma 'caça às bruxas', a perseguir e enquadrar jovens diplomatas".

 

 

 

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