Celso Amorim vê na saída do Brasil da Unasul 'submissão total' a Washington

O governo Bolsonaro deu nesta terça-feira (16) mais uma demonstração de submissão aos Estados Unidos: anunciou pelo Twitter  a saída do Brasil da União de Nações Sul-Americanas, a Unasul. Para o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a decisão é o símbolo da política de submissão total aos interesses de Washington. Amorim foi um dos principais articuladores do bloco constituído em 2008, durante o governo Lula

Celso Amorim vê na saída do Brasil da Unasul 'submissão total' a Washington
Celso Amorim vê na saída do Brasil da Unasul 'submissão total' a Washington (Foto: Wilson Dias/Agencia Brasil)

247 - O governo Bolsonaro deu nesta terça-feira (16) mais uma demonstração de submissão aos Estados Unidos: anunciou pelo Twitter  a saída do Brasil da União de Nações Sul-Americanas, a Unasul. Para o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a decisão é o símbolo da política de submissão total aos interesses de Washington. Amorim foi um dos principais articuladores do bloco constituído em 2008, durante o governo Lula.

Reportagem de Plínio Teodoro na Revista Fórum registra a opinião do ex-chanceler: "Segundo ele, a saída do Brasil decreta o fim da Unasul, um projeto de integração dos países da América do Sul que foi gestado há muito tempo e começou a sair do papel ainda no governo Itamar Franco, com as bases de uma área de livre comércio na região".

Amorim diz que o anúncio feito por Bolsonaro é parte da política externa subserviente e contraproducente levada a cabo pelo ministro de relações exteriores, Ernesto Araújo, que tem como norte o presidente estadunidense Donald Trump e o “governo de fundo dos Estados Unidos”.

“O grande defeito da Unasul para eles é que não tem Estados Unidos. É um bloco que pensa a América do Sul para os americanos do sul e contraria a Doutrina Monroe”, afirma Amorim.

 

Ao vivo na TV 247 Youtube 247