CNJ: um em cada cinco presos relata violência durante a prisão

O percentual (21,6%) de presos que relataram violência, no entanto, é considerado abaixo da realidade, por causa do medo do suspeito, pois em 86% das audiências havia policiais militares na sala; a pesquisa, divulgada pelo CNJ, foi feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em 947 presos no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016 dos tribunais de São Paulo, Distrito Federal, Paraíba, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins

O percentual (21,6%) de presos que relataram violência, no entanto, é considerado abaixo da realidade, por causa do medo do suspeito, pois em 86% das audiências havia policiais militares na sala; a pesquisa, divulgada pelo CNJ, foi feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em 947 presos no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016 dos tribunais de São Paulo, Distrito Federal, Paraíba, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins
O percentual (21,6%) de presos que relataram violência, no entanto, é considerado abaixo da realidade, por causa do medo do suspeito, pois em 86% das audiências havia policiais militares na sala; a pesquisa, divulgada pelo CNJ, foi feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em 947 presos no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016 dos tribunais de São Paulo, Distrito Federal, Paraíba, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou um levantamento apontando que pelo menos um em cada cinco prisões no País em flagrante em 2016 foram acompanhada de algum tipo de violência, seja policial, seja da própria sociedade. Os dados foram compilados com base nas audiências de custódia realizadas em seis capitais brasileiras. 

A pesquisa foi feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em 947 presos no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016 dos tribunais de São Paulo  Distrito Federal, Paraíba, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins. Do total, 90% dos detidos eram homens, 9% mulheres e 0,5% trans. 

O percentual (21,6%) de presos que relataram violência a atenção dos pesquisadores do fórum, mas é considerado abaixo da realidade. O motivo é o medo do suspeito, pois em 86% das audiências havia policiais militares na sala. Em alguns casos, foram até 11 policiais no mesmo ambiente que o detento. "A frequência de denúncias atribuindo a violência à PM poderia ser maior se a audiência de custódia estivesse constituída como um espaço de escuta e acolhimento desse tipo de relato", diz o levantamento.

De acordo com os dados, em 71,4% dos casos os presos atribuem a policiais militares as violências; 11,2% citam a Polícia Civil e o restante falou sobre violência de populares, o que, segundo os pesquisadores, "poderia ser caracterizado como linchamento".

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