Com Ciro, PDT teria só um candidato a governador no 2º turno e um senador eleito

Se a eleição fosse hoje, o PDT não elegeria governadores em primeiro turno e teria só um candidato no segundo, Werverton Rocha, no Maranhão

www.brasil247.com - Candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes
Candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes (Foto: REUTERS/Carla Carniel)


Igor Carvalho, São Paulo | SP - De acordo com as pesquisas dos institutos Ipec e Real Time BigData, se a eleição fosse hoje, o PDT, que tenta  emplacar a candidatura de Ciro Gomes no segundo turno presidencial, não elegeria governadores em primeiro turno e teria apenas um candidato no segundo, Werverton Rocha, no Maranhão. Para o Senado, apenas Carlos Eduardo estaria eleito, representando o Rio Grande do Norte.

O PDT terá candidatos ao governo em onze estados. Em seis, os ciristas somam 1% ou 2% das intenções de voto. No Rio de Janeiro, Distrito Federal e Ceará, os pedetistas estão em terceiro, mas com poucas chances de alcançarem o segundo turno.

No Ceará, berço político de Ciro Gomes, Roberto Cláudio (PDT) está em queda absoluta nos levantamentos e já aparece em terceiro nas pesquisas do Ipec e do Datafolha.

Divulgada nesta quinta-feira (22), a pesquisa do Ipec mostra Elmano de Freitas (PT) em ascensão, com 30% das intenções de voto. O bolsonarista Capitão Wagner (UB) caiu de 35% para 29% e está em segundo. Em terceiro, está Cláudio, que caiu 6%, variando de 28% para 22%.

Na pesquisa do Real Time BigData de 13 de setembro, Wagner está à frente, com 36%. Elmano de Freitas, em segundo, soma 26%. Em seguida, Cláudio, que acumula 22%. Os dois últimos estão empatados na margem de erro.

No Ceará, Izolda Cela (sem partido), atual governadora, se desfiliou do PDT em 28 de julho deste ano, após o partido decidir retirar a possibilidade de reeleição da mandatária. Isso aconteceu após intervenção de Ciro Gomes, que impôs a candidatura de Roberto Cláudio, de seu grupo político, ao governo local.

Quando o aliado de Ciro Gomes foi indicado, Cela já havia conseguido o apoio de 28 deputados federais e estaduais, costurando uma aliança que incluía MDB, Republicanos, Patriota, PSD, PCdoB e o PT. Os petistas, que não concordavam com a indicação de Cláudio, saltaram da aliança com o PDT e lançaram a candidatura de Elmano de Freitas.

Confira o desempenho do PDT nos demais estados:

Amazonas

Carol Braz, do PDT, mantém 2% das intenções de voto para governadora do PDT nos levantamentos de 25 de agosto, do Ipec, e 13 de setembro, da Real Time BigData. Wilson Lima (UB) e Amazonino Mendes (Cidadania) caminham para o segundo turno empatados tecnicamente, de acordo com os dois institutos.


Distrito Federal

Na última quarta-feira (21), o Ipec divulgou o mais recente levantamento sobre intenção de votos para o governo do Distrito Federal. Leila do Vôlei, do PDT, aparece estagnada em terceiro, com 9%, o mesmo índice da última pesquisa, em 6 de setembro. Ibaneis Rocha (MDB) lidera, com 40%, seguido por Leandro Grass (PV), que soma 13%.

No dia 12 de setembro, o Real Time BigData divulgou sua pesquisa para governador do estado e Leila do Vôlei aparece com os mesmos 9%. Segundo o instituto, Ibaneis Rocha, com 47%, ganharia ainda no primeiro turno. Grass está em segundo, com 10%.

Paraná

Os dois últimos levantamentos de Ipec e Real Time BigData indicam a reeleição do governador Ratinho Júnior (PSD), com 55% e 52%, respectivamente. O candidato do PDT, Ricardo Gomyde, acumula 2% e 1% nos levantamentos.

Rio de Janeiro

Nos dias 19 e 20 de setembro, Ipec e Real Time BigData, respectivamente, divulgaram seus levantamentos para o governo do Rio de Janeiro. Cláudio Castro (PL) lidera em ambos os cenários e deve fazer o segundo turno com Marcelo Freixo (PSB).

No Ipec, Castro aparece com 37% e Freixo com 27%. No Real Time BigData, o atual governador tem 36% e o pessebista soma 24%.

Em terceiro, está o candidato do PDT no Rio de Janeiro, Rodrigo Neves, que acumula 6% no levantamento do Ipec e 8% na pesquisa do Real Time BigData.

Rio Grande do Sul

A carreira de Vieira da Cunha, do PDT, no Rio Grande do Sul está muito complicada. O candidato de Ciro Gomes no estado aparece em quinto, no levantamento do Ipec de 16 de setembro, com apenas 2%. No dia 5 de setembro, o Real Time BigData divulgou sua pesquisa e a posição do cirista é a mesma, também com 2%.

Os números mostram que o segundo turno deve ser entre o atual governador Eduardo Leite (PSDB) e Onyx Lorenzoni (PL), que estão com 31% e 26%, respectivamente, no levantamento do Real Time BigData. No Ipec, a vantagem do tucano é mais confortável, 38% contra 26% do bolsonarista.

Santa Catarina

Em sétimo, na corrida eleitoral ao governo catarinense, está Jorge Boiera, candidato do PDT, com 6% das intenções de voto, segundo levantamento do Ipec, divulgado na última quarta-feira (21). Na pesquisa do Real Time BigData, publicada no dia anterior, o cirista crava 1%.

De acordo com o Ipec, o segundo turno seria entre Moisés (Republicanos) e Décio Lima (PT), que acumulam 27% e 20%. No levantamento do Real TimeBigData, a liderança segue com Moisés, com 23%, mas seguido por Jorginho Mello (PL), que tem 20%.

São Paulo

Elvis Cezar mantém, em São Paulo, o mesmo desempenho ruim do PDT nos outros estados. O cirista aparece em sétimo, com apenas 1% das intenções de voto, de acordo com a pesquisa do Ipec da última quarta-feira (20).

No levantamento do Real Time BigData, de 26 de agosto, o desempenho de Cezar é similar. O cirista aparece em quinto, com o mesmo 1%.

Maranhão

O único estado em que o PDT estaria no segundo turno é o Maranhão. Wewerton Rocha soma 20% e está em segundo, atrás de Carlos Brandão (PSB), que acumula 41% das intenções de voto. Empatado tecnicamente com o pedetista está Lahesio Bonfim (PSC), com 16%. O último levantamento do Real Time BigData no estado foi em junho, antes do período eleitoral, que não será levado em conta para a matéria.

Roraima

Juraci Escurinho, candidato do PDT ao governo de Roraima, aparece com apenas 1% das intenções de voto, de acordo com a pesquisa do Ipec, divulgada na última terça-feira (19). A Real Time BigData divulgou o último levantamento em julho, antes do período eleitoral, que não será levado em conta para a matéria.

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