Com salário de R$ 42 mil, subprocurador reclama a Aras de remuneração na PGR: 'É aflitivo'

"Está nos afligindo, está muito difícil, os vencimentos já não chegam ao final do mês", afirmou o subprocurador Nívio de Freitas Silva Filho, que reclamou diretamente ao procurador-geral da República, Augusto Aras. A remuneração bruta de Silva Filho geralmente é de R$ 42,2 mil. Em janeiro, com gratificação natalina, o valor chegou a R$ 74,9 mil

Subprocurador Nívio de Freitas Silva Filho fez reclamação à PGR
Subprocurador Nívio de Freitas Silva Filho fez reclamação à PGR (Foto: Agência Senado)

247 - O subprocurador Nívio de Freitas Silva Filho reclamou diretamente ao procurador-geral da República, Augusto Aras, do salário remuneração na PGR e se disse "muito preocupado" em ter condições para seguir no cargo. A remuneração bruta de Silva Filho geralmente é de R$ 42,2 mil. Em janeiro, com gratificação natalina, o valor chegou a R$ 74,9 mil. A informação foi publicada na coluna de Guilherme Amado. 

"Está nos afligindo, está muito difícil, os vencimentos já não chegam ao final do mês. É uma situação aflitiva. Há uma quebra de paridade. Confesso que estou ficando muito preocupado se tenho condições de me manter no exercício da minha função. Facilmente posso demonstrar para todos como é oneroso para mim o exercício do cargo de subprocurador-geral da República. Tenho que manter aqui residência, todas as despesas e me preocupo profundamente", disse o subprocurador em uma reunião extraordinária do Conselho Superior do Ministério Público Federal em 29 novembro. 

"A questão da paridade é uma questão que realmente está nos afligindo pessoalmente muito intensamente. É a questão da regulamentação do auxílio-moradia para nós, subprocuradores-gerais da República. A questão realmente não é de acréscimo, é de recomposição, de auxiliar nos custos, porque é excessivamente oneroso o exercício da função", acrescentou.

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