Congresso tem maioria para derrubar veto de Bolsonaro à desoneração

Um levantamento da consultoria política Arko Advice indica que já existe uma maioria formada por pelo menos 377 deputados e 39 senadores favoráveis à derrubada do veto de Jair Bolsonaro à desoneração da folha de salários até o fim de 2021

Plenário da Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
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247 - O congresso nacional já formou maioria para derrubar o veto de Jair Bolsonaro à desoneração da folha de pagamentos. Para isso, é necessário reunir 257 deputados e 41 senadores. O levantamento da consultoria Arko Advice aponta que os contrários ao veto são 377 deputados e 39 senadores. 

Setores do empresariado estão mobilizados em defesa da prorrogação da medida, que atende 17 setores da economia e vale até o final de 2020.

Reportagem do Estadão relata que uma ala do governo defende adiar o debate para a reforma tributária, com a troca dos encargos sobre a folha de salários por um tributo sobre transações digitais, nos moldes da antiga CPMF.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse há muita chance de o veto ser derrubado e defendeu que a discussão deve ser feita agora. “A reforma tributária tem uma transição de dez anos. O Congresso aprovou a prorrogação (da desoneração) por apenas um ano. Uma coisa não inviabiliza a outra”, afirma. 

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), sinaliza que é possível dialogar com o congresso sobre a matéria. 

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que inseriu a prorrogação da desoneração em seu relatório na Câmara, diz haver dois grupos: quem defende a simples derrubada e quem defende a derrubada após uma negociação com o governo para buscar receitas adicionais que recomponham o caixa da União.

Orlando Silva diz que o objetivo da prorrogação da desoneração por um ano é ser uma ponte até a efetivação da desoneração prometida por Paulo Guedes. Mas ele critica a ideia de Guedes de criar um imposto do tipo da CPMF.

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