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Contra tudo e todos, Gilmar banca doações

Ministro do STF sinalizou, nesta quinta-feira, que não tem o menor interesse em fechar a torneira do financiamento empresarial de campanhas, que alimenta, há décadas, a corrupção no Brasil; "Se esse modelo que se desenha for adotado no processo eleitoral, já é uma encomenda de laranjal", disse hoje Gilmar Mendes, que indicou que o pedido de vista era necessário; Gilmar ignora apelos de entidades da sociedade civil, como a OAB, de Marcus Vinícius Coêlho, a CUT, de Vagner Freitas, e a CNBB, de Leonardo Steiner, assim como seus próprios colegas de tribunal, que já decidiram a questão por 6 votos a 1; fim do financiamento privado só não foi implementado porque Gilmar engaveta o caso há mais de um ano

Ministro do STF sinalizou, nesta quinta-feira, que não tem o menor interesse em fechar a torneira do financiamento empresarial de campanhas, que alimenta, há décadas, a corrupção no Brasil; "Se esse modelo que se desenha for adotado no processo eleitoral, já é uma encomenda de laranjal", disse hoje Gilmar Mendes, que indicou que o pedido de vista era necessário; Gilmar ignora apelos de entidades da sociedade civil, como a OAB, de Marcus Vinícius Coêlho, a CUT, de Vagner Freitas, e a CNBB, de Leonardo Steiner, assim como seus próprios colegas de tribunal, que já decidiram a questão por 6 votos a 1; fim do financiamento privado só não foi implementado porque Gilmar engaveta o caso há mais de um ano (Foto: Gisele Federicce)
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247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes sinalizou nesta quinta-feira 16 que não pretende desengavetar a ação que pediu vista há mais de um ano e que prevê o fim do financiamento de empresas a campanhas eleitorais. Ele disse hoje que se esse modelo for adotado no processo eleitoral, haverá um "laranjal".

A declaração foi feita durante uma aula inaugural do início do ano letivo do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), do Senado. "Se esse modelo que se desenha for adotado no processo eleitoral, já é uma encomenda de laranjal", disse o ministro.

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No dia 2 de abril de 2014, o ministro pediu vista do julgamento da Ação Direita de Inconstitucionalidade (Adin), apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que já estava decidida por 6 votos a 1 pelo fim do financiamento privado de campanhas. Questionado se o pedido de vista não estava se sobrepondo à vontade da maioria da corte, o ministro indicou que essa era uma prática necessária:

"A rigor, o pedido de vista é extremamente importante no tribunal. Muitas vezes o tribunal decide em um sentido e percebemos que o correto estava no voto vencido. Me arrependo amargamente de não ter pedido vista no julgamento dos precatórios, porque produzimos um desastre naquela decisão", opinou.

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Ao manter a interrupção do julgamento, Gilmar ignora apelos feitos por entidades da sociedade civil, como a OAB, presidida por Marcus Vinícius Coêlho, a CUT, de Vagner Freitas, e a CNBB, do secretário-geral Leonardo Steiner. Na última terça-feira 14, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), João Ricardo Costa, se encontrou com Gilmar para pedir que seja dado andamento no caso.

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