Costa delata R$ 30 mi para Cabral e R$ 20 mi para Campos

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em seu depoimento de delação premiada que arrecadou R$ 30 milhões para o caixa dois da campanha do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), na eleição de 2010; ele também disse também que o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos teria recebido R$ 20 milhões para o caixa 2 de sua campanha à reeleição ao governo no mesmo ano

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em seu depoimento de delação premiada que arrecadou R$ 30 milhões para o caixa dois da campanha do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), na eleição de 2010; ele também disse também que o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos teria recebido R$ 20 milhões para o caixa 2 de sua campanha à reeleição ao governo no mesmo ano
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em seu depoimento de delação premiada que arrecadou R$ 30 milhões para o caixa dois da campanha do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), na eleição de 2010; ele também disse também que o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos teria recebido R$ 20 milhões para o caixa 2 de sua campanha à reeleição ao governo no mesmo ano (Foto: Valter Lima)

247 - O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em seu depoimento de delação premiada que arrecadou R$ 30 milhões para o caixa dois da campanha do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), na eleição de 2010. Os recursos teriam beneficiado também o atual governador do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), vice de Cabral na época. O na época secretário da Casa Civil de Sérgio Cabral, Régis Fishner, teria sido operador dos repasses.

Segundo Costa, o dinheiro veio das empresas responsáveis pelas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O consórcio Compar – formado pelas empreiteiras OAS, Odebretch e UTC – seria responsável por contribuir com R$ 13 milhões. O restante teria sido pago pela Skanska, Alusa e UTC. Paulo Roberto Costa afirmou, ainda, que o dinheiro era para pagamento de propina.

De acordo com o trecho do documento, o consórcio Compar foi o principal pagador. Paulo Roberto conta que "cada empresa deu contribuição que totalizou R$ 30 milhões. Que Compar pagou R$ 13 milhões e o resto foi dividido entre Skanka, Alusa e UTC. Que o dinheiro saiu do caixa das empresas e a operacionalização foi feita por Regis Fichtner".

Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão e Régis Fichtner negaram as acusações de Paulo Roberto Costa. Pezão negou a veracidade das denúncias e voltou a dizer que nunca teve contato com ninguém da Petrobras para arrecadar recursos. “Eu tenho tranquilidade que não recebi nenhum recurso, não tive nenhuma ajuda de campanha, não pedi, e não tive conversa nenhuma. Nem com o doutor Paulo Roberto nem com ninguém da Petrobras para pedir ajuda de campanha", afirmou o governador do Rio.

Campos

Costa também disse também que o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos teria recebido R$ 20 milhões para o caixa 2 de sua campanha à reeleição ao governo em 2010. Ele morreu em 13 de agosto, em plena campanha presidencial, durante acidente aéreo. A denúncia foi feita por Costa em seu depoimento de delação premiada, que teve o sigilo quebrado na sexta-feira (6).

 

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