CUT manda recado a Temer: o que gera emprego é crescimento com distribuição de renda

A declaração do presidente da CUT, Vagner Freitas, veio após o Ministério do Planejamento divulgar dados apontando o fechamento de 661 vagas de emprego no País em junho deste ano; "O Brasil com Temer é o retrato da falta de esperança e do aumento do desalento", acrescentou ele

CUT manda recado a Temer: o que gera emprego é crescimento com distribuição de renda
CUT manda recado a Temer: o que gera emprego é crescimento com distribuição de renda (Foto: Esq.: ABR / Dir.: Marcelo Camargo - ABR)

247 - Após o Ministério do Planejamento divulgar dados apontando o fechamento de 6611 vagas de emprego no País em junho deste ano, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, afirmou que "está cada vez mais claro que a reforma trabalhista, ao contrário do que foi vendido pelos golpistas, foi aprovada para acabar com os direitos da classe trabalhadora".

De acordo com o sindicalista, além do fim da CLT e da legalização do bico e de formas fraudulentas de contrato de trabalho, a condução da política econômica é um desastre e tem agravado o cenário de desemprego e falta de expectativa da população brasileira.

"O que gera emprego é crescimento econômico com distribuição de renda", disse ele em texto divulgado pela CUT. "A recessão está destruindo as contas públicas e as famílias brasileiras estão sentindo isso no orçamento. O Brasil com Temer é o retrato da falta de esperança e do aumento do desalento", acrescentou ele, referindo-se ao aumento de 194,9% no número de pessoas que desistiram de procurar emprego no primeiro trimestre de 2018 em comparação com o mesmo período de 2014.

Dados do IBGE mostram que o Brasil tem hoje 4,6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sequer têm forças para procurar uma vaga no mercado de trabalho, depois de meses e meses de tentativas frustradas.

Além disso, são cerca de 27,7 milhões de trabalhadores subutilizados no País, o que inclui os 13,2 milhões de desempregados, as pessoas que gostariam e precisam trabalhar e aqueles que desistiram de procurar.

Pibinho de Temer

A condução da política econômica de Temer, criticada pelo presidente da CUT, fez com que as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) fosse revisadas para baixo novamente. Além da queda de quase -7% do PIB entre 2015 e 2016 e do crescimento pífio de 1% em 2017, o próprio governo reduziu de 2,97% para 1,6% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2018.

*Com informações da CUT

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