Deltan recusa promoção e decide continuar na Lava Jato em Curitiba

Nesta segunda-feira (21), o procurador Deltan Dallagnol mandou carta ao Conselho Superior do MPF em que se recusa a concorrer à promoção a uma vaga de procurador regional da República. Especulava-se que a sua promoção seria a saída para fugir da punição pelas ações reveladas pela Vaza Jato

(Foto: ABr)

247 - Com as revelações da Vaza Jato, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa Lava Jato em Curitiba, está com sua moral em frangalhos e prestes a ser punido pelo seus desmandos no Conselho Nacional do Ministério Público. Especulava-se que a estratégia de alguns aliados era de promover Deltan e, assim, afastá-lo da Lava Jato, dando uma saída honrosa ao procurador, sem que isso representasse uma punição pública.

Estranhamente nesta segunda-feira (21), surge a informação no jornal O Globo, de que Deltan decidiu não concorrer à promoção a uma vaga de procurador regional da República, responsável pela atuação na segunda instância da Justiça Federal. 

De acordo com a reportagem, ele apresentou carta ao Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) em que recusa a hipótese de promoção, para possa continuar à frente da coordenação da força-tarefa Lava Jato, carga que exerce há cinco anos.

Se não tivesse apresentado a carta, Deltan estaria apto a ser escolhido para umas das dez vagas em aberto - nove delas em Brasília (DF) e uma em Porto Alegre (RS) -, e com isso seria obrigado a deixar a força-tarefa no Paraná. A pergunta que fica é: ele sabia que não seria escolhido e decidiu apresentar a carta para evitar o constrangimento? 

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