Depois dos professores, técnicos das federais voltam ao trabalho

Após o comando da greve aceitar proposta do governo na última sexta-feira, servidores das universidades de Goiás, Recôncavo Baiano, Minas Gerais, Piauí, Amazonas e Pelotas põem fim ao movimento

Depois dos professores, técnicos das federais voltam ao trabalho
Depois dos professores, técnicos das federais voltam ao trabalho (Foto: O Tempo/Folhapress)

247 – Depois dos professores universitários, agora é a vez dos técnicos administrativos voltarem ao trabalho. Depois que o comando de greve da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) aceitou, na noite de sexta-feira 17, a proposta do governo, e indicou o fim da greve, pelo menos 19 campus dos institutos federais de Brasília, Pernambuco, Paraná, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Triângulo Mineiro, Santa Catarina e Maranhão já deliberaram pelo fim do movimento. A mesma posição foi adotada pelos técnicos administrativos das universidades federais de Goiás, Recôncavo Baiano, Minas Gerais, Piauí, Amazonas e Pelotas.

As assembléias das demais unidades federais estão marcadas para os próximos dias e a expectativa do comando da Fasubra é de que o indicativo de fim de greve e retorno ao trabalho no próximo dia 27, segunda-feira, seja aceito pela base da categoria. O Governo Federal propôs um aumento de 15,8%, dividido em três parcelas anuais (2013, 2014 e 2015). Além disso, foi concedido um aumento aos servidores de acordo com a qualificação, para nível médio, superior e especialização. O governo também ofereceu um degrau de 3,7% entre os níveis de carreira em 2014 e de 3,8%, em 2015. Hoje a diferença entre os níveis é de 3,6%.

"A proposta ficou aquém do que nós estávamos reivindicando. Mas, foi o possível no momento", justificou o coordenador-geral de organização sindical da Fasubra, Ronaldo Ribeiro. A oferta do governo deve destinar R$ 2,9 bilhões nos próximos três anos. Para 2013, o custo é de R$ 670 milhões. Para o ministro Aloizio Mercadante, da Educação, a proposta é coerente com aquela apresentada aos docentes. "Estamos na busca de valorizar a dedicação e a titulação. Entendemos que estes são os valores de uma universidade ou um instituto modernos".

Mercadante está otimista com a volta as atividades acadêmicas nas universidades e nos institutos federais. "Com a assinatura do acordo com a Fasubra, na quarta-feira, dia 23, vamos encaminhar as propostas para o Congresso e retomar as aulas" – explicou. O ministro deve se encontrar com as lideranças da ANDIFES nos próximos dias para acertar o calendário de reposição das aulas. O MEC concordou em não cortar o ponto de professores e técnicos administrativos em greve, desde que os reitores apresentassem um cronograma de reposição das atividades acadêmicas interrompidas. O aviso deste procedimento foi enviado na semana passada para todos os reitores das universidades e dos institutos federais.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247