Diferente de Bolsonaro, ministra da Agricultura não quer Brasil na guerra comercial dos EUA contra a China

A ministra da Agricultura Tereza Cristina afirma que o “Brasil não pode entrar na guerra entre China e EUA”. Considerando que a China é o principal parceiro comercial do Brasil, ela propõe que o país se distancie da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. A posição contrasta com a orientação de Bolsonaro de alinhamento com a política externa de Trump

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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247 - A ministra da Agricultura Tereza Cristina afirma em entrevista que o “Brasil não pode entrar na guerra entre China e EUA”. Ela defende uma posição pragmática dentro do governo Bolsonaro. 

O titular do Palácio do Planalto, com suas posições de extrema direita, hostiliza a China. Já a ministra baseia-se na realidade objetiva de que a China é um dos principais destinos das exportações brasileiras, o que a leva a propor distância da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.  

Em entrevista publicada no blog do jornalista Jamil Chade, a ministra considera que não cabe ao Brasil tomar lado nessa guerra comercial.   

A posição contrasta com a de Jair Bolsonaro, cuja política externa está alinhada com o governo de Donald Trump.  A ministra da Agricultura considera que esse alinhamento não deve arrastar o Brasil para a disputa entre Washington e Pequim. "O Brasil não pode entrar nessa briga. Essa briga é deles, não é nossa", disse.  

A China é destino de um volume substancial da exportações brasileiras do setor agrícola e país que receberá uma visita de Bolsonaro, ainda neste ano, assinala o blog.

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