Diretor diz que Lava Jato causou crise na Sete Brasil

O diretor de Operações e Participações da empresa Sete Brasil, Renato Sanches Rodrigues, disse em seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, disse que a crise financeira pela qual a empresa passa foi causada em decorrência da Operação Lava Jato; "A Sete Brasil está nessa situação devido principalmente a ocorrência da Lava Jato, que retraiu o mercado financeiros e os investidores", disse

O diretor de Operações e Participações da empresa Sete Brasil, Renato Sanches Rodrigues, disse em seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, disse que a crise financeira pela qual a empresa passa foi causada em decorrência da Operação Lava Jato; "A Sete Brasil está nessa situação devido principalmente a ocorrência da Lava Jato, que retraiu o mercado financeiros e os investidores", disse
O diretor de Operações e Participações da empresa Sete Brasil, Renato Sanches Rodrigues, disse em seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, disse que a crise financeira pela qual a empresa passa foi causada em decorrência da Operação Lava Jato; "A Sete Brasil está nessa situação devido principalmente a ocorrência da Lava Jato, que retraiu o mercado financeiros e os investidores", disse (Foto: Paulo Emílio)
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Luciano Nascimento, Repórter da Agência Brasil - Em seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o diretor de Operações e Participações da empresa Sete Brasil, Renato Sanches Rodrigues, disse que a crise financeira pela qual a empresa passa foi causada em decorrência da Operação Lava Jato. "A Sete Brasil está nessa situação devido principalmente a ocorrência da Lava Jato, que retraiu o mercado financeiros e os investidores", disse Rodrigues.

Segundo Rodrigues, além do aporte de investidores estrangeiros, a empresa esperava receber empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 18 bilhões, mas que, com o início dos rumores sobre as investigações, os requisitos para conceder os financiamento foram aumentadas. "Quando estávamos próximos desse financiamento começaram as noticias do envolvimento do [Pedro] Barusco, Lava Jato... e novas condições foram pedidas".

Pedro Barusco, ex-gerente de Tecnologia da Petrobras e também ex-diretor da Sete Brasil, disse em depoimento de delação premiada que a empresa pagou propina a diretores da Petrobras nos contratos de construção de 28 sondas de perfuração. A propina seria paga sobre 1% do valor dos contratos, dos quais dois terços seriam destinados para o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e um terço para Barusco e mais dois diretores da empresa, João Carlos de Medeiros Ferraz (presidente da Setebrasil) e Eduardo Musa (diretor de Participações). "Quando estávamos próximos de conseguir [os empréstimos] houve a delação premiada do Barusco e aí os investidores se retraíram e a operação não foi possível", disse Rodrigues.

Os contratos de operação entre a Setebrasil e a Petrobras eram de US$ 500 mil por dia de operação para as primeiras sete sondas e de US$ 530 mil para as outras 21. O total era US$ 22 bilhões. Para construir as sondas, utilizadas na prospecção e perfuração de poços de petróleo, a Sete Brasil contratou, em 2011, os estaleiros Jurong Aracruz (ES), Estaleiro Atlântico Sul (PE), BrasFels (RJ), Estaleiro Rio Grande (RS) e Estaleiro Enseada Paraguaçu (BA). Segundo Rodrigues está sendo montado um plano de reestruturação para alavancar a empresa e retomar a construção das sondas.

Marcado para a semana passada, o depoimento de Rodrigues na CPI foi adiado após ele ter alegado problemas de saúde. Indicado para diretor da Sete Brasil em junho de 2014, ele disse não ter ligações com as denúncias investigadas na Operação Lava Jato. Aos deputados ele negou ter relações de amizade com Pedro Barusco ou Renato Duque, apenas contatos profissionais esporádicos.

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