Eduardo Bolsonaro retoma cruzada ideológica para criar aliança internacional de extrema direita

Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, retomou a cruzada, iniciada em janeiro, para criar uma espécie de aliança internacional da extrema direita para fazer frente ao Foro de São Paulo, visto por ele como uma espécie de ameaça da esquerda

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247 - Após ser destituído da presidência do  PSL em São Paulo pelo próprio partido, o deputado federal Eduardo Bolsonaro retomou a cruzada, iniciada em janeiro, para criar uma espécie de aliança internacional da extrema direita para fazer frente ao Foro de São Paulo, que reúne partidos de esquerda e movimentos sociais da América Latina, visto por ele como uma espécie de ameaça. 

Conforme reportagem do jornal O Globo, em sua cruzada ideológica, o parlamentar, que preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, está em viagem oficial a Israel, onde participou de um jantar em um assentamento na Cisjordânia ocupada, considerado ilegal pela legislação internacional e concedeu entrevistas criticando o casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

Na próxima semana o filho “03” de Bolsonaro deverá viajar por países árabes, entre eles o Bahrein, Omã e Kuwait, alinhados à política externa norte-americana para o Oriente Médio. Na sequência ele retornará a Israel para participar da inauguração de um  escritório de negócios da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), no que ele mesmo define como um primeiro passo para transferir a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. A inciativa, porém, encontra forte resistência dos países islâmicos, contrários a Israel.

Eduardo também vem intensificando suas viagens aos Estados Unidos onde tem mantidos contatos frequentes com integrantes da direita no país, como os senadores republicanos Marco Rubio e Ted Cruz. Na América do Sul  ele manteve contato com o presidente chileno Sebastián Piñera, que vem promovendo uma brutal repressão contra os protestos populares contra o seu governo, além de ter apoiado golpe de Estado na Bolívia e condenado a Venezuela. Ele também se encontrou com líderes da extrema direita europeia, como  primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e o chanceler Péter Szijjártó. 

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