Efeitos da catástrofe do vazamento de óleo no Nordeste vão durar décadas, dizem oceanógrafos

O óleo que contamina o litoral do Nordeste na catástrofe ambiental mais grave já ocorrida no país, vai deixando um rastro tóxico por milhares de quilômetros, atingido os mangues e corais em etapa mais avançada de degradação — um tipo de contaminação que é mais difícil de ser limpa e que permanecerá durante anos no meio ambiente, segundo especialistas

247 - O óleo que contamina o litoral do Nordeste na catástrofe ambiental mais grave já ocorrida no país, vai deixando um rastro tóxico por milhares de quilômetros, atingido os mangues e corais em etapa mais avançada de degradação — um tipo de contaminação que é mais difícil de ser limpa e que permanecerá durante anos no meio ambiente, segundo especialistas.

A reportagem do portal G1 destaca a frase da oceanógrafa Mariana Thevenin: "a contaminação química dura muito mais tempo do que aquilo que a poluição visual pode sugerir."

E prossegue: "essa não é uma afirmação boa de ouvir, quando se trata da mancha de óleo que atinge boa parte do litoral brasileiro desde 30 de agosto, mas é a realidade expressada pela oceanógrafa (...) uma das articuladoras do grupo de voluntários Guardiões do Litoral, que se formou em Salvador para limpar praias, estuários e manguezais desde que a contaminação chegou à costa da Bahia."

A matéria ainda acrescenta que "em um cenário ideal, aponta Thevenin, o derivado de petróleo deveria ter sido barrado antes de chegar à areia e entrar pelos rios. Entretanto, se o óleo já chegou à costa, a limpeza deve ser feita na maior velocidade possível, na tentativa de evitar que ele volte para o mar com o movimento das marés ou que as substâncias tóxicas ali contidas se entranhem nos variados sedimentos costeiros. Ainda assim, não se pode criar ilusões. Mesmo quando, para os olhos, parece limpo, o risco pode seguir oculto por muitos anos."

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