Em reação à ingerência política de Bolsonaro, PF cobra autonomia

Declarações deJair Bolsonaro de que poderá trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo, se assim desejar provocaram a reação imediata dos delegados da corporação.Para a categoria, as declarações reforçam a necessidade de autonomia da PF e um mandato fixo para o diretor-geral, evitando a ingerência política. Reservadamente os delegados já classificam Bolsonaro como um “traidor” da categoria

247 - As declarações feitas por Jair Bolsonaro de que poderá trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo, se assim desejar provocaram a reação imediata dos delegados da corporação. Durante um evento realizado pela Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), os delegados disseram que as declarações reforçam a necessidade de autonomia e um mandato fixo para o diretor-geral, evitando a ingerência política. Reservadamente, segundo reportagem do jornal O Globo, os delegados têm classificado Bolsonaro como um “traidor” da categoria.  

“É fundamental que o nosso diretor-geral tenha mandato, seja escolhido por critérios técnicos e republicanos, que tenha a capacidade de formar a sua equipe sem interferência de nenhum posto político do governo. Porque a Polícia Federal é uma polícia de Estado. Nós respeitamos a autoridade que o povo conferiu ao presidente da República, entretanto o trabalho da Polícia Federal é um trabalho de Estado, permanente, independente de qualquer governo”, afirmou o presidente da ADPF, o delegado Edvandir Paiva. 

As tentativas de interferência – tanto nas declarações sobre a mudança no comando da PF como na tentativa de substituir o superintendente da corporação no Rio de Janeiro – levaram a categoria a cobrar a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) visando dar autonomia a instituição. “Hoje nós não conseguimos sequer fazer um planejamento de reposição dos nossos quadros.  Nós temos 4.500 cargos vagos na PF”, comentou Paiva. 

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