Ernesto Araújo ataca a imprensa: "é como radialista torcendo contra um time"

Alvo de críticas por conta da sua atuação frente à política exerna brasileira, o chanceler Ernesto Araújo disse que a "imprensa é como um radialista que está torcendo contra um time, então narra os gols do outro time, que somos nós, que estamos fazendo gols"

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo (Foto: José Cruz/AgÃência Brasil)
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Sputnik - O chanceler Ernesto Araújo disse em vídeo que a "imprensa é como um radialista que está torcendo contra um time, então narra os gols do outro time, que somos nós, que estamos fazendo gols". 

Em mensagem de fim de ano postada em suas redes sociais, no qual se defende de críticas à política externa brasileira, ele atacou a imprensa, afirmando que a mídia adota uma postura ideológica ao negar os avanços da diplomacia do governo do presidente Jair Bolsonaro. 

"Dizem que é uma politica externa ideológica, não sei de onde tiram isso. É uma politica externa que contesta a ideologia. É uma politica externa que procura desmontar uma ideologia, que é justamente a ideologia que preside muitas dessas cíticas", disse o ministro das Relações Exteriores. 

'Sistema de pensamento fechado que não permite a entrada da luz'

"O que é ideologia? É um sistema de pensamento fechado que não permite a entrada da luz e da realidade. Isso é o que transparece em muitas críticas", complementou. 

Araújo afirmou ainda que as negociações do Brasil com os Estados Unidos e a China são positivas, e que as relações brasileiras com a África, Israel e países do golfo e árabes estão sendo reinventadas. 

"Nossa relação com os Estados Unidos está dando certo, já deu vários resultados, vai continuar dando. Já conseguimos tudo o que queríamos? Ainda não, vamos continuar. Nossa relação com a China esta dando certo. Estamos reinventado nossa relação com a África, a relação com os países árabes, os países do golfo, com Israel.

​Mais uma vez, ele citou a ideologia para defender a política externa em relação a Israel e países árabes. 

'Defendendo os valores do povo'

"Uma ideologia dizia que não era possível ter boas relações com Israel e com os países árabes. O que é a realidade? Sim, podemos ter relações melhores com ambos ao mesmo tempo, produtivas, trazendo investimento, trazendo tecnologia, trazendo riquezas para o brasil", argumentou. 

O chanceler disse ainda que o governo estava "defendendo os valores do povo ao redor do mundo", e que era possível "defender valores profundos do povo brasileiro, nosso sentimento, e ao mesmo tempo trazer comércio". 

O chanceler também refutou a crítica de que a diplomacia brasileira estaria desprestigiada. "É exatamente o contrário", afirmou. Segundo Araújo, "o Brasil hoje é visto como um ator muito mais importante do que era antes". 

'Somos o time do povo brasileiro'

O ministro aconselhou a população a acessar as redes sociais do governo e do Itamaraty para "saber realmente o que está acontecendo", fazendo outra comparação com o futebol. 

Para ele, essa era maneira do "povo brasileiro ir ao estádio, ver como que está sendo o jogo, avaliar o desempenho do seu time, e nós somos o time do povo brasileiro".

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