Especialista russo: Brasil ainda pode tirar Temer do poder

Chefe do Centro Científico-informacional do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia, Aleksandr Kharlamenko, argumenta que durante o governo de Dilma Roussef, Temer cumpria funções de vice-presidente e assim assinou todos os mesmos documentos que tinham a ver com o dinheiro do orçamento; segundo o especialista, Brasil está sendo chefiado por um político que tem recorde de falta de popularidade, de acordo com dados de todas as pesquisas, e que continua perdendo popularidade por via de realizar reformas de choque na economia

Brasília - Presidente Michel Temer durante declaração à imprensa após Sessão Solene de Encerramento da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.(José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - Presidente Michel Temer durante declaração à imprensa após Sessão Solene de Encerramento da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.(José Cruz/Agência Brasil) (Foto: José Barbacena)

Sputnik Brasil - Depois de o Brasil sobreviver a uma crise, que resultou em afastamento de Dilma Rousseff do poder, o país pode enfrentar uma crise nova e muito semelhante, podendo mesmo resultar no impeachment de Michel Temer, acha especialista russo.

A respectiva opinião foi divulgada no ar da rádio Sputnik em russo pelo chefe do centro científico-informacional do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia, Aleksandr Kharlamenko.

Por quê? O especialista argumenta a sua opinião com o fato que, durante a chefia de Dilma, Temer cumpria funções de vice-presidente, quer dizer que ele assinou todos os mesmos documentos que tinham a ver com o dinheiro do orçamento.

Seja como tenha sido na altura, o que acontece agora, segundo o especialista, é que o Brasil está sendo chefiado por um político que tem recorde de falta de popularidade, de acordo com dados de todas as pesquisas, e que continua perdendo popularidade por via de realizar reformas de choque na economia.

Outra possível razão para afastamento de Michel Temer é o fato que uma das pessoas próximas ao atual presidente brasileiro, o ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, alegadamente pressionou o ministro da Cultura do país, Marcelo Celero, para permitir a construção de um edifício milionário em Salvador não obstante os limites máximos de altura estabelecidos para a região

Além disso, o próprio estatuto do presidente que nunca foi eleito e fundamentos semelhantes que existem para declarar impeachment, de acordo com Kharlamenko, são sem precedentes e há muito que deveria ser declarado o início do processo para eleições antecipadas.

 

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