Estudantes pedem ao MPF auditoria contra "balbúrdia do MEC" nas notas do Enem

A UNE, UBES e a ANPG protocolaram pedido junto ao MPF para a realização de uma auditoria nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de ação ação civil pública por danos morais a todos os estudantes que foram constrangidos e prejudicados pelos erros do MEC

(Foto: Reprodução)

247 - A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) protocolaram nesta terça-feira (21) no Ministério Público Federal (MPF) um pedido para a realização de uma auditoria nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

"Estamos acompanhando com atenção a confusão e a balbúrdia que o MEC causou nas provas do Enem", afirmou Iago Montalvão, presidente da UNE, em vídeo publicado nas redes sociais. As entidades entraram com "pedido de ação civil pública por danos morais a todos os estudantes que foram constrangidos e prejudicados por todos esses erros".

"O prejuízo e o desgaste inicialmente imputados aos alunos ganhou contornos de generalidade, como se comprova a partir das manifestações ocorridas nas redes sociais, tendo como uma das pautas, justamente, a insatisfação e a preocupação com a correção das provas".

No total, foram 5.974 candidatos prejudicados por uma falha no processo de impressão das provas e dos cartões-resposta, segundo o governo. No entanto, o Inep recebeu 172 mil e-mails relatando erros, e todas as 3,9 milhões de provas da última edição do Enem foram conferidas pelo instituto. 

O ministro da Educação,  Abraham Weintraub, admitiu que houve erros, mas minimizou chamando apenas de "inconsistências" na correção dos gabaritos do Exame. 

As entidades defendem a necessidade de "apurar se as notas atribuídas aos alunos que prestaram a prova do Enem estão condizentes com o desempenho deles na prova".

Além da auditoria, a ação também pede para que as condutas Weintraub e do presidente do Inep, Alexandre Lopes, sejam investigadas, "inclusive no que se refere a improbidades administrativas".

Para os estudantes, o MEC e o Inep erraram na comunicação e transparência do problema. "Ora, é o maior processo de seleção do país, é o exame que leciona quem vai ocupar as vagas das universidades mais importantes do Brasil. É preciso que haja mais transparência e, definitivamente, não houve!", frisa o documento.

Sobre a indenização pedida aos alunos, as organizações estudantis alegam no ofício que "o prejuízo e o desgaste inicialmente imputados aos alunos ganhou contornos de generalidade, como se comprova a partir das manifestações ocorridas nas redes sociais, tendo como uma das pautas, justamente, a insatisfação e a preocupação com a correção das provas".

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