Eugênio Aragão: Lula é a cereja do bolo. Condená-lo dá status para o judiciário

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão comenta as últimas arbitrariedades jurídicas promovidas contra o presidente Lula, que dessa vez foi vítima de mais uma sentença sem fundamentos legais, condenado a cumprir mais 12 anos e 11 meses de prisão; em análise à TV 247, Aragão expõe que o tanto o Judiciário e o Ministério Público estão tomados pelo "corporativismo" e que "condenar Lula dá status" para ambos; assista 

Eugênio Aragão: Lula é a cereja do bolo. Condená-lo dá status para o judiciário
Eugênio Aragão: Lula é a cereja do bolo. Condená-lo dá status para o judiciário

247 - O ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, comenta as últimas arbitrariedades jurídicas promovidas contra o presidente Lula, que dessa vez foi vítima de mais uma sentença sem fundamentos legais, condenado a cumprir mais 12 anos e 11 meses de prisão. Em participação no programa Brasil Primeiro, apresentado pelo ex-ministro Aloizio Mercadante, Aragão expõe que o tanto o Judiciário e o Ministério Público estão tomados pelo "corporativismo" e que "condenar Lula dá status" para ambos. 

Entenda o caso

A juíza federal Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro na Operação Lava Jato, condenou o ex-presidente Lula a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo sobre o sítio em Atibaia.

A acusação é de que Lula teria recebido R$ 1 milhão em propinas referentes às reformas do imóvel, que está em nome de Fernando Bittar, filho do amigo de Lula e ex-prefeito de Campinas, Jacó Bittar. Segundo a sentença, as obras foram custeadas pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e Schahin.

Aragão avalia “que o personalismo fala muito mais alto que o legalismo”. “Todos, neste momento, querem ser protagonistas de algo, e Gabriela Hardt não é uma exceção”, expõe. 

“Inclusive, a forma que Hardt  interroga Lula já demonstra todo esse topete e abuso, que é o mesmo estilo de Moro, seguido pela juíza Carolina Lebbos e também pelo desembargador Gebran Neto”, descreve. 

Com essa visão atual do judiciário, ele não tem dúvidas de que o “desfecho favorável de Lula será político e não será jurídico”. 

Corporativismo em alta  

O ex-ministro destaca que o Ministério Público possui cada vez mais poder e destaca-se, ultimamente, o perfil “do procurador concurseiro”. “Aquele que escolhe a carreira pelo seus ganhos, faz pressão para manutenção de vantagens e usa todas as suas atribuições para manter-se na crista da administração pública”, afirma. 

Em sua visão, “Lula é a cereja do bolo corporativo". "Condenar Lula, tanto para o Ministério Público ou para o Judiciário, é um prestígio”, aponta Aragão.

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