Falhas e omissões condenam Eletropaulo

Empresa fica devendo no período de fortes chuvas na capital paulista; queda de energia, demora no atendimento e, em diferentes bairros, períodos de mais de 15 horas sem luz; "Pelo serviço que entregam, a luz não tinha que ser mais barata... tinha que ser de graça", protestou o ator Marcelo Medici, pelo Twitter; companhia tem de justificar problemas da última quinta-feira à agência reguladora do setor

Falhas e omissões condenam Eletropaulo
Falhas e omissões condenam Eletropaulo

247 – Difícil calcular o prejuízo sofrido pela cidade de São Paulo com as fortes chuvas de início de ano. Motoristas têm de levar seus carros, que encheram de água, para o conserto, comerciantes deixam de ganhar ao fecharem seus estabelecimentos – quando não perdem produtos – moradores têm móveis destruídos e muitas vezes precisam gastar para reparar danos sofridos na casa. Nas últimas semanas, os paulistanos sofreram tudo isso com a chegada das chuvas nos fins de tarde, além de um agravante: a queda na energia.

Os picos de energia prejudicam aparelhos eletrônicos, podendo até mesmo queimá-los. Neste ano, as falhas no setor elétrico têm sido bastante recorrentes e duradouras, e o atendimento da AES Eletropaulo, responsável pela distribuição do serviço na capital paulista, demorado. Na última quinta-feira 14, por exemplo, quando a sede social do São Paulo foi invadida pelas águas e uma escola no Morumbi teve de suspender as aulas no dia seguinte, os estragos foram tantos que a empresa está sendo obrigada a justificar os problemas.

A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) estipulou até esta terça-feira 19 para que a companhia desse satisfação sobre os problemas ocorridos. A data foi definida na sexta-feira, quando o órgão se reuniu com a concessionária para pedir informações detalhadas das ocorrências. No mesmo dia, foi iniciado um processo de fiscalização no Centro de Operações da Eletropaulo.

A agência vai preparar um termo de notificação com os dados repassados pela Eletropaulo. Depois desse processo, a operadora terá então 15 dias para se manifestar, podendo, a partir daí, sofrer advertência ou multa. No quinta passada, 44 circuitos de distribuição da empresa foram desligados e o serviço de call center ficou fora do ar por mais de cinco horas. Por meio de nota, a empresa justificou que o problema foi causado pela empresa que presta o serviço, a Tivit.

Ataques nas redes sociais

Nas redes sociais, o que não faltam são protestos de usuários que passam horas sem energia elétrica nesses dias de chuva. O ator Marcelo Medici foi um dos que botaram a boca no trombone. Às 23h50 desta segunda-feira 18, ele publicou em sua conta no Twitter que estava sem energia desde as 16h e que a previsão era voltar apenas às 8h desta terça. "Pelo serviço que entregam, a luz não tinha que ser mais barata... tinha que ser de graça", protestou.

Outros internautas seguiram a linha, sempre reclamando dos serviços da concessionária. "Aqui perto, a energia tá caindo muito. já disse: queimou aparelho meu, terão q dar conta!", cobrou a usuária Flavinha. A tuiteira "Kaninazinha" agradeceu às "18 horas sem energia elétrica" nos bairros do Cambuci e da Aclimação, na zona sul de São Paulo. "Thammas e Crystal" citaram o atraso na prestação do serviço: "Sem comentarios para #eletropaulo estamos sem energia desde ontem as 17:00 hrs e so chegaram agora para resolver !!! Afff".

Procurada pelo 247, a empresa informou na tarde desta terça que "cerca de 1.500 técnicos da AES Eletropaulo estão mobilizados para o atendimento às emergências, que podem surgir" devido à maior intensidade de chuvas em algumas regiões da cidade e da região metropolitana. Nesta segunda, quando a cidade viveu outro caos, a companhia informa ter disponibilizado 1.200 eletricistas para o atendimento das emergências.

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